Notícia

 

Ano II – nº 96 – Fortaleza/CE – edição: 01.03.2010

 

No Ceará, sulista prefere sulista

DIÁRIO DO NORDESTE  - 27.02.10 (Coluna Negócios – Egídio Serpa) - Empresas do Sul do País que se transferem para o Ceará atraídas pelos incentivos fiscais que o Governo do Estado oferece, estão, digamos assim, dando um chute na canela de quem os acolhe. Exemplo 1: a multinacional francesa Danone, que moderniza sua antiga fábrica no Distrito Industrial de Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, contratou duas empresas de São Paulo - uma construtora para as obras civis, outra para a instalação de um galpão metálico;

Exemplo 2: a Zanotti Elásticos, empresa industrial de Santa Catarina que se implantará em Pacatuba, consultou várias construtoras cearenses, mas optou por uma catarinense, que já subcontratou uma metalúrgica conterrânea para construir seu galpão, devendo chamar outra para fazer as instalações hidráulicas e elétricas;

Exemplo 3: a Cotece Têxtil, diante de uma diferença de apenas 1% entre o orçamento de uma metalúrgica cearenses e o de uma concorrente gaúcha, optou pela segunda, sem se dar o trabalho natural - e próprio da atividade empresarial - de negociar uma redução de preço com o fornecedor local;

Exemplo 4: sabem como é em Pernambuco? Lá, a prioridade são as empresas locais. Metalúrgicas de São Paulo queixam-se de que só ganham obras em Pernambuco quando oferecem pelo menos 30% a menos do que o preço oferecido pelos concorrentes pernambucanos. Está na hora de o Ceará reagir.

Opinião do presidente do Simec, Ricard Pereira:

Nós do SIMEC, temos levantado a bandeira de defesa das nossas empresas no que se diz respeito a esse problema, mas nos falta apoio.
Defendemos que o Governo do Estado deve, sem nenhuma cerimônia, atrelar a concessão de  incentivos a condições de garantia que nosso povo possa ser empregado desde a construção dessas obras, não só na utilização da mão-de-obra operária, mas também na contratação das  executores, pois o Ceara tem empresas com grande capacidade técnica para montagens e produção destas infraestruturas.
Não podemos continuar admitindo que isso continue a acontecer no nosso meio.
O SIMEC e outros sindicatos patronais precisam do apoio de nossos políticos para mudar de vez essa situação.
Não se trata de reivindicar reserva de mercado, mas a preferência, pois temos plenas condições para tal, é isto que pleiteamos de forma justa, e que não é condição diferente do que temos assistido nos outros estados do Brasil.
Parabéns ao jornalista  Egidio Serpa por ter levantado este assunto em sua prestigiada coluna, nos sentimos carentes de defesas como essa, a indústria metalmecanica cearense agradece.

Fiec: estaleiro é necessidade estratégica

Presidente da entidade decidiu apoiar a construção do estaleiro no Titanzinho e apresentou as oportunidades
Fiec bate o martelo e apoia a construção do estaleiro Promar Ceará na Praia do Titazinho.

DIÁRIO DO NORDESTE (27.02.10) - A decisão foi anunciada ontem pelo presidente da entidade, Roberto Macêdo, e circula nesta segunda-feira, na Revista da Fiec. O posicionamento define o que se esperava no último dia 18 deste mês, quando o presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Antônio Balhmann, apresentou o projeto do empreendimento aos industriais ligados à Fiec. Naquele dia, o setor industrial permaneceu sem convicção para apoiar a obra.
Ontem, no entanto, Roberto Macêdo expressou sua opinião e apresentou argumentos para defender o estaleiro como "uma necessidade estratégica". O empresário observou que o debate sobre a construção de um estaleiro na Praia do Titanzinho precisa considerar, antes de tudo, a importância estratégica desse projeto para o desenvolvimento do Ceará. "Não pode haver qualquer dúvida sobre a sua necessidade", esclareceu seu comunicado. "Eventuais carências no projeto apresentado não devem ser apontadas como obstáculos à sua execução, mas apenas como tarefas a serem cumpridas para a sua viabilização, de modo a minimizar qualquer impacto negativo sobre a vida da cidade".
OPORTUNIDADE
Para ele, a dimensão estratégica decorre, entre outros, do fato de que 95% do comércio mundial é realizado por via marítima ou por hidrovias, dependendo, portanto, da produção contínua de navios dos mais variados portes e tipos. "Essa relevância torna-se assustadora quando se observa que mais de 70% da produção mundial de navios está concentrada na pequena área geográfica circunscrita ao litoral chinês, sul-coreano e japonês", colocou. "Na economia naval do mundo, o Brasil representa hoje menos de 1%, o que significa que existe um enorme potencial para a indústria de construção de navios no nosso País e, nela, o Nordeste, enquanto esquina continental, tem tudo para ocupar posição de destaque. Para se ter uma ideia da consistência desta oportunidade, basta que se considere as estimativas de investimentos em navios relacionados à indústria petrolífera, no montante de cerca de R$ 20 bilhões, com garantia de utilização de pelo menos 65% de componentes nacionais na fabricação dessas embarcações".
De acordo com o gestor, iniciar imediatamente o desenvolvimento de uma indústria naval com um estaleiro de médio porte significa lançar uma plataforma de integração com o projeto da siderúrgica do Pecém. "Se fizermos o uso correto do tempo, agilizando a construção do estaleiro do Titanzinho, quando a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) estiver na segunda etapa do seu projeto, tendo evoluído da produção de placas para a de chapas de aço, já estaremos preparados para avançar no processo de construção naval, em outros pontos do nosso litoral, fabricando navios de grande porte. Quando isto ocorrer já teremos o domínio de parte da tecnologia e mão-de-obra qualificada". Macêdo ressaltou que o governador Cid Gomes defende, com determinação, que o Ceará não pode perder a oportunidade de construção do estaleiro no Titanzinho, sobretudo porque, diante das demandas do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), da Petrobras, os investidores estão prontos para concretizar o empreendimento.
Ele destacou ainda que "é certo que teremos que encontrar soluções para a mobilidade urbana, pois além das interferências que advirão do estaleiro, teremos aquelas resultantes do aumento do fluxo do turismo por via marítima, decorrente da construção da nova estação de passageiros, e do maior volume de cargas, por conta do natural crescimento das exportações e importações, através do Porto do Mucuripe". O presidente da Fiec reconheceu também que "do ponto de vista do turismo, do meio ambiente e do visual de Fortaleza, não teremos prejuízos insuperáveis com a construção do estaleiro do Titanzinho. Pelo contrário, a pujança de indústrias limpas em uma cidade pode ser bem vista pelos que nela moram e pelos que a visitam. A construção do estaleiro enseja que Estado e Município se unam em ações de urbanização que resolvam os graves problemas sofridos pela comunidade do Serviluz".
CSN tem lucro 55% menor, mas vê reação
FOLHA DE S.PAULO / REUTERS (27.02.10) - A CSN, que recentemente fracassou na tentativa de comprar participação na cimenteira portuguesa Cimpor, teve lucro líquido de R$ 2,6 bilhões em 2009, queda de 55% ante os R$ 5,774 bilhões registrados em 2008, quando o setor siderúrgico ainda era puxado por alta na demanda por aço. O resultado de 2008 também fora influenciado pela venda de participação de 40% da mineradora Namisa a um consórcio da Ásia.
No quarto trimestre, no entanto, a empresa obteve lucro melhor que o esperado, de R$ 745 milhões, ajudado por desempenho operacional melhor diante de uma retomada na demanda por aço.
Para 2010, a CSN espera um mercado de aço "sensacional", disse o diretor comercial da empresa, Luis Fernando Martinez. Apesar do fracasso na tentativa de comprar participação na Cimpor, após os avanços de Votorantim e Camargo Corrêa sobre a cimenteira portuguesa, a CSN mantém a área de cimentos como estratégica, estimando vendas de 1 milhão de toneladas do produto em 2010, ante 338 mil toneladas em 2009.

Nova era na economia

O POVO - 28.02.10 (Andreh Jonathas) - Estão surgindo novos ciclos econômicos no Ceará que abrem perspectivas de negócios no Interior. A descoberta da viabilidade de exploração do ferro em Sobral está favorecendo uma nova cadeia produtiva. Várias pequenas jazidas de minério de qualidade e logística barata despertou o interesse de empresas chinesas e de um mercado consumidor ascendente. O cenário está a favor para uma espécie de ``era do ferro`` no Ceará.  Esse entendimento, entretanto, é recente. Até julho de 2008, por exemplo, relatório do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) no Ceará concluiu que não se podia afirmar a existência de reservas de minério de ferro que pudessem tornar o Estado num grande produtor .
Só que a proposta do Governo é diferente. A Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece) quer aproveitar o potencial de exploração estimado, e em comprovação, de 12 milhões de toneladas por ano para exportar.
O mapeamento geológico é da década de 1970 e descartava um negócios promissor. Segundo dados do DNPM, são 42 ocorrências de minério de ferro, o que deve ser ampliado com os novos estudos em curso.

Exploração de ferro pode chegar a 12 mi t

O contexto econômico está a favor de uma novíssima possibilidade para a economia do Ceará
O POVO (Andreh Jonathas) - Ainda é um grão de areia, ou melhor, um grão de minério de ferro, o que o Ceará deve exportar no primeiro carregamento de mineral metálico da história do Estado. São apenas 75 mil toneladas, mas o potencial estimado de exploração de ferro no Ceará é de 12 milhões de toneladas por ano, conforme Antonio Balhmann, presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece).
O montante & em fase de confirmação -, faz parte do contexto favorável ao desenvolvimento desta novíssima atividade no Estado. Há bem pouco tempo, nem mesmo os mais otimistas acreditavam que a exploração do solo cearense seria um excelente negócio. Contudo, isso está mudando.
Longe de concorrer com a megamina de Carajás (PA), a compreensão do Governo do Estado, através da Adece, é de que o cenário gera uma nova oportunidade econômica.
Com a conclusão definitiva de que é viável investir no minério de ferro cearense. O ramo é avaliado como uma grande contribuição para mudar a realidade do Interior do Estado, com mais emprego e renda.
Só o minério de ferro, com o potencial total em operação, pode gerar quase mil empregos diretos. A principal característica do trabalho na mineração é a utilização da mão de obra rural e local, como ocorre em São José do Torno, Sobral, lembra. ``Quem antes tangia bode, agora anda com um capacete de minerador``, brinca o chefe da Adece.
``O caso do Ceará, e do Nordeste inteiro, é diferente do de Carajás. Os jazimentos de minério de ferro no Estado são pequenos, mas são vários e com características importantes: superficiais; estão próximas de um modal ferroviário, coincidentemente, além de possuir um minério de boa qualidade``, explica Balhmann.
Conforme defende, com essas características, não serão necessários vultosos investimentos, o que torna esse mercado cearense competitivo.
``Compensa sair fazendo essas lavras e explorando, até porque, até agora, as sondagens são superficiais (detém oito metros. Enquanto esse fenômeno (minério de ferro) vem ocorrendo, estamos fazendo a pesquisa para ver o que tem mais fundo``, adianta.
Concorre favoravelmente a esse contexto o fato de existir interesse de empresários chineses para explorar o solo cearense, garante. Atualmente, a Globest já atua no distrito de São José do Torto, em Sobral. Lá, a empresa está autorizada a explorar 300 mil toneladas de minério de ferro.
Este montante deve ser extraído e exportado ainda este ano, conforme informou ao O POVO, terça-feira, 22, uma fonte ligada à diretoria da Globest.
CONCESSÃO
Várias empresas estão solicitando concessões ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) para fazer estudos em jazidas minerais no Estado.  Os pedidos, na maioria, são de pessoa física, conforme o chefe do distrito do DNPN no Ceará, Fernando Roberto. A própria Globest tem concessões em análise em outras áreas, como Quiterianópolis, Granja e Barroquinha, informou.
BASTIDORES
>SURPRESO. Nem mesmo o governador Cid Gomes acreditava que poderia existir minério de ferro em Sobral, onde nasceu e consagrou-se político. Tão logo visitou a mina em São José do Torno, surpreendeu-se e ficou feliz, conforme uma fonte disse ao O POVO.
>ESPECULAR. Surgiram muitos pedidos de concessão de pesquisa ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) no Ceará. O chefe do órgão no Ceará, Fernando Roberto, informou que uma pessoa física solicitou mais de 150 concessões no Estado este mês.
> LICENÇA. A empresa chinesa Globest tem concessão para explorar 300 mil toneladas de minério de ferro em São José do Torno, em Sobral. A autorização acaba em abril, mas a empresa já solicitou a renovação da concessão, informou Fernando.
DICIONÁRIO
>MINA. Jazida em exploração, ainda que suspensa.
>JAZIDA. Massa individualizada de substância mineral ou fóssil, aflorando à superfície ou existente no interior da terra, e que tenha valor econômico.
>GARIMPAGEM. Trabalho individual com instrumentos rudimentares ou máquinas simples, na extração de pedras preciosas, semi-preciosas, minerais metálicos e não metálicos valiosos.
FONTE: Código de Mineração do Brasil
AS FRASES
Exportação de minério de ferro nos próximos três ou quatro anos vai dar um salto na parte industrial do Ceará (Humberto Castelo Branco. Diretor de Desenvolvimento da Cearáportos)

No Ceará, a pureza (do minério de ferro) é na faixa de 60%, bruto. Quando lava, chega a 70%. (Antonio Balhmann. Presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará -Adece)

Produção de aço cresce 4,4% em janeiro

VALOR ECONÔMICO (26.02.10) - A produção brasileira de aço bruto somou 2,7 milhões de toneladas em janeiro, o que representa um aumento de 4,4% em relação à produção de dezembro de 2009 e crescimento de 66,6% sobre janeiro de 2009, informa o Instituto Aço Brasil (IABr).
No segmento de laminados foram produzidos 2,1 milhões de toneladas, alta de 3,9% sobre dezembro e elevação de 104,1% na comparação com janeiro do ano passado.
As vendas internas de produtos siderúrgicos totalizaram 1,6 milhão de toneladas, aumento de 3,8% em relação ao mês de dezembro e avanço de 65,6% ante janeiro de 2009.
As exportações atingiram 675,8 mil toneladas, o equivalente a US$ 373 milhões. O volume exportado foi 4,8% superior a dezembro, enquanto a receita caiu 2,9%. Na comparação com janeiro de 2009, o volume de exportações subiu 54,2%.
Já as importações registraram volume de 383,8 mil toneladas, o equivalente a US$ 359,1 milhões, com alta de 52,5% em volume sobre o mesmo mês do ano passado.
O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos em janeiro foi de 2,0 milhões de toneladas, com elevação de 13,5% em relação a dezembro de 2009 e de 68,7% quando comparado a janeiro do ano passado.

Gerdau irá recomprar até 500 mil ações na próxima semana

VALOR ECONÔMICO (26.02.10) - O conselho de administração da Gerdau aprovou a recompra de até 500 mil ações preferenciais. O volume representa apenas 0,08% do capital preferencial em circulação.
Segundo a Gerdau, os papéis serão destinados a atender o Programa de Incentivo de Longo Prazo para os funcionários da companhia. Serão usados recursos das reservas de lucros existentes para a recompra.
As aquisições serão realizadas entre os dias 1 e 5 de março . A quantidade de ações, assim como o momento da compra, dependerá da estratégia da diretoria.



NETO MEDEIROS
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