Notícia

 

Ano II – nº 92 – Fortaleza/CE – edição: 23.02.2010

 

Estado exportará 300 mil t de ferro

O Ceará deve entrar nos próximos dias para o grupo dos estados brasileiros que exportam minério de ferro

O POVO (Andreh Jonathas)- O Ceará vai exportar cerca de 300 mil toneladas de minério de ferro em 2010, informou, ontem, ao O POVO, o diretor de Infraestrutura e Desenvolvimento Operacional d a Cearáportos, Humberto Castelo Branco. O montante faz parte dos planos de ampliação da empresa chinesa Globest, conforme confirmou uma fonte ligada à diretoria da mineradora.
``É o equivalente a quatro navios. Será um navio a cada dois meses para levar minério de ferro ao comércio chinês``, disse Castelo Branco. Contudo, comentou, a infraestrutura atual deve ser incrementada ao passo em que a exportação tome mais fôlego.
Por enquanto, a Cearáportos, empresa que administra o Porto do Pecém, cedeu uma área dentro do terminal para estocar até cerca de 80 mil toneladas de granéis sólidos, no caso, minério de ferro. Com a ampliação, a partir de 2011, a própria empresa deve ter uma área privativa para estocagem do produto explorado.
``É um projeto que vai demandar área maior, meios de transportes mais eficientes e modernos, um processo de embarque por meio de esteiras. Isso tudo vai ser desenvolvido pela própria empresa fora da área do porto``, ressaltou.
O trabalho será realizado no pátio do porto em 2010. No entanto, conforme explicou Castelo Branco, como a proposta é crescer o volume de exploração para um ou dois milhões de toneladas por ano, outro sistema de negócio vai ser sendo montado aos poucos.
A mineradora Globest trabalha há cerca de um ano para realizar a primeira operação de exportação de minério de ferro do Ceará. A empresa continua cautelosa ao mensurar investimentos ou planos para o Ceará, mas ratifica as intenções de continuar no Estado. Tanto é verdade, que já avalia parcerias com outras empresas chinesas para desenvolver novos negócios.
``Tudo (planos) depende do processo de pesquisa. Tenho que ter noção exata do que fazer. É difícil você avaliar um investimento longo prazo, se não tem segurança de quanto tem em reserva na mina``, explicou a fonte da Globest.  Sem citar um valor exato, afirmou que os investimentos no Estado já são milionários, tudo, capital estrangeiro. A Globest que faz exploração mineral em São José do Torto, distrito de Sobral.
EMBARQUE : O projeto piloto de exportar 75 mil toneladas de minério de ferro para Changai, na China, realizou ontem teste para operação de carregamento do navio Apóstolos, já fundeado no Porto do Pecém. O POVO acompanhou a movimentação e visitou o pátio onde as cerca de 70 mil toneladas aguardam ser embarcadas. Até hoje, devem chegar o restante de 5 mil toneladas do mineral sobralense.
A previsão é de que a embarcação atraque amanhã ou quinta-feira, 25. A operação de carregamento do navio deve durar de quatro a cinco dias, informou o gerente de logística da Globest, Eduardo Flexa Ribeiro. Por ser o projeto piloto, o processo é mais lento, já que será feita por meio de guindastes. Para 2011, a expectativa é de que a esteira carregadora já esteja pronta e dê celeridade à operação.

AMPLIAÇÃO DO PORTO

>TEMUT. O Terminal de Múltiplo Uso (TMUT) do Porto do Pecém é a primeira fase de sua ampliação. O investimento é da ordem de R$ 350 milhões - R$ 315 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e R$ 35 milhões de contrapartida do Tesouro Estadual. A previsão é de que a nova estrutura comece a operar em março deste ano.
>15 BERÇOS. O Porto do Pecém terá 15 berços em operação até 2015: quatro berços atuais; dois berços do TMUT; três berços para exportação de placas de aço; quatro berços para a Refinaria Premium II; dois berços para cargas gerais e para atender a Transnordestina Logística.
>GNL. O Ceará possui o único portão de entrada de gás natural liquefeito do Nordeste. O terminal móvel de GNL, Golar Spirit, está operando e despachando normalmente cerca de 3 milhões de metros cúbicos de gás por dia. O consumo do Estado é de 2,5milhões a 3 milhões de metros cúbicos por dia. A capacidade máxima do terminal móvel é de 7 milhões de metros cúbicos por dia, menor do que o outro terminal brasileiro, que fica no Rio de Janeiro, com cerca de 14 milhões de metros cúbicos por dia.
>MÃO DE OBRA. Conforme o gerente de Logística da Globest, Eduardo Flexa Ribeiro, retirando-se os cargos de diretoria da empresa no Ceará, quase 100% da mão de obra que trabalha no negócios de exploração e exportação de minério de ferro é local.
> LOGÍSTICA. A Transnordestina Logística faz a maior parte do transporte via ferroviário, que representou 90% do total transportado. Este modal tem condições de transportar 100% da carga, conforme Ribeiro. Mas a Globest transportou via rodoviária como estratégia do primeiro carregamento.

Minério de ferro: Grupo indiano negocia 50% da Ferrous Brasil

VALOR ECONÔMICO - A direção da Ferrous Resources do Brasil, procurada pelo Valor, não quis comentar no momento a notícia veiculada pelo jornal "Economic Times" de que a National Mining Development Corporation (NMDC) teria feito uma oferta de US$ 2,5 bilhões para aquisição de 50% da empresa. No entanto, a expectativa de fontes do setor de mineração é de que a compra deve ser fechada em breve, após a vinda ao Brasil de executivos da mineradora estatal indiana para fazer uma "due dilligence" (processo de auditoria) nas quatro jazidas minerais da Ferrous, localizadas no quadrilátero ferrífero de Minas, como aconteceu com a siderúrgica chinesa Wuhan que se tornou sócia da MMX, controlada por Eike Batista. Se o negócio se concretizar, esta será a primeira aquisição da NMDC no exterior.
A FRB, constituída em 2007 por fundos de investimento dos Estados Unidos, Inglaterra e Austrália, está tocando um plano de investimento no Brasil de US$ 4,5 bilhões, que inclui exploração das minas e construção de um mineroduto e um porto na cidade de Presidente Kennedy, no Espírito Santo. A mineradora vinha há algum tempo buscando um sócio estratégico para o empreendimento. No final do ano passado já havia recebido propostas de sete investidores estrangeiros para uma parceria.
Os planos da FRB incluem também uma oferta pública de ações no futuro para abrir o capital provavelmente para maio. A empresa estava estudando se faria a abertura de capital em Londres ou em São Paulo.
No final de 2009, a mineradora teve comprovadas 4,5 bilhões de toneladas de minério de ferro em suas quatro jazidas na região de Serra Azul (MG). Com base nesta certificação foi elaborado pela direção da empresa um projeto para de extração e produção de 50 milhões de toneladas ao ano de minério de ferro num prazo mínimo de 22 anos. A primeira etapa do projeto, de extração de 25 milhões de toneladas de minério de ferro, entraria em operação em 2013. A segunda etapa teria início em 2014.
Além das quatro minas - da Viga, Serrinha, Esperança e Viga Norte, com direitos minerários 100% da Ferrous -, a empresa já está desenvolvendo o projeto de construção do mineroduto de 400 quilômetros e um porto no litoral capixaba. No momento, está em fase de obtenção de licenças prévias ambientais.
O projeto de aquisição de minas está todo pago, já que os investidores da Ferrous Resources são basicamente investidores institucionais, fundos de pensão. Na época da constituição da subsidiária brasileira levantaram US$ 1,3 bilhão para dar partida ao investimento de US$ 4,5 bilhões. Hoje, a Ferrous dispõe de US$ 400 milhões em caixa.
A NMDC, segundo interlocutores do setor de mineração, é uma estatal indiana do porte da Vale que está mirando uma atuação mais global. Até agora, a empresa não tem nada fora da India. A aquisição de 50% da Ferrous Resources do Brasil seria seu primeiro investimento fora do país. O presidente da NMDC, Rana Som, recusou-se a confirmar a operação, mas afirmou que a companhia "está procurando recursos naturais pelos mercados".
PE: Novo estaleiro vai gerar 1.700 empregos             
Foi anunciada oficialmente, ontem, a chegada do segundo empreendimento naval em Suape, um investimento avaliado em R$ 300 milhões, que já tem encomenda: a primeira plataforma do pré-sal, que custará US$ 1,5 bilhão.


JORNAL DO COMMÉRCIO/PE - O consórcio Schahin-Tomé vai instalar um segundo estaleiro no Complexo Industrial e Portuário de Suape que já tem uma encomenda: a primeira plataforma a operar na exploração do petróleo do pré-sal, que custará US$ 1,5 bilhão. Para implantar o estaleiro, será necessário um investimento de R$ 300 milhões. Depois de concluído, ele vai gerar 1.700 empregos. Segundo o governo do Estado, os interessados nas vagas podem se cadastrar diretamente no site do estaleiro (www.tome.com.br) ou deixar o currículo no escritório regional da empresa, em Ipojuca.
Num ano eleitoral, o empreendimento foi anunciado por uma comitiva que incluiu diretores das duas empresas, o governador Eduardo Campos e políticos aliados – como o prefeito do Recife, João da Costa, o secretário das Cidades, Humberto Costa e os deputados Raimundo Pimentel e Cadoca.
“O governo está usando o poder de compra da Petrobras para gerar riqueza e oportunidades de trabalho para a população”, disse o governador, se referindo ao programa da União que estabeleceu a retomada da indústria naval no País. Antes disso, tanto os navios como as plataformas eram compradas no exterior.
A intenção do grupo é fazer a construção de plataformas e equipamentos para prospecção e exploração de petróleo. A construção do estaleiro vai começar em julho. Até lá, o governo do Estado deverá entregar o terreno, que terá 40 hectares, com água.
O terreno do estaleiro será arrendado pela empresa que pagará R$ 0,50 por metro quadrado. Para construir a plataforma, a empresa tem um prazo de 24 meses, devendo entregá-la em outubro de 2012.
O consórcio que está construindo o estaleiro tem uma parceria com a empresa japonesa Modec, fornecedora da Petrobras. Isso vai permitir que o empreendimento local possa disputar concorrências para a construção de plataformas em outros lugares do mundo.
A plataforma a ser construída em Suape vai operar na bacia de Guará, que faz parte dos 28% do pré-sal já licitados pelo governo federal. Os 72% restantes só serão leiloados pela União depois que o novo marco regulatório do pré-sal – que está tramitando no Congresso – entrar em vigor.
O primeiro estaleiro a se implantar em Suape foi o Atlântico Sul, que está produzindo o seu primeiro navio para a Transpetro e ocupa uma área de 170 metros quadrados – que foi doada pelo governo do Estado. A previsão é que, no próximo dia 29 de março, o primeiro navio vá para o cais de acabamento, cerimônia que deve contar com a presença do presidente Lula.
O governo do Estado está negociando a implantação de mais outro estaleiro em Suape, capitaneado pelas empresas Alusa e Galvão Engenharia, que demandaria um investimento de US$ 350 milhões na sua construção com a geração de 2,5 mil empregos, quando entrar em operação. “É provável que venha o terceiro estaleiro. No entanto, é melhor esperar as licitações para poder falar com mais segurança”, afirmou Eduardo.

Infraestrutura é desafio para o novo estaleiro
A área do Complexo de Suape onde o estaleiro do consórcio Schahin-Tomé será instalado tem 40 hectares e vai precisar de obras de dragagem, que têm custo estimado, hoje, em R$ 200 milhões

A infraestrutura é o grande desafio para a implantação do estaleiro do consórcio Schahin-Tomé, que será o segundo a se implantar em Suape. A área onde vai ser instalado o empreendimento precisará de uma dragagem que tem custo estimado em R$ 200 milhões. “A nossa intenção é incluir essa obra no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) II”, explicou o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho.
O governo do Estado destinou uma área de 620 hectares para a indústria naval em Suape, da qual 170 hectares estão com o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), o primeiro a se instalar em Suape. O empreendimento da Schahin-Tomé ficará numa área próxima ao EAS com 40 hectares, área equivalente a 40 estádios de futebol.
Para que o restante da área destinada a futuros estaleiros tenha cais, será necessário uma dragagem de cerca de R$ 900 milhões, que o governo do Estado pretende enquadrar como as obras do PAC II. Esse valor inclui o custo da primeira dragagem que será feita para contemplar o estaleiro do consórcio Schahin-Tomé, estimada em R$ 200 milhões. As demais seriam realizadas com a chegada dos novos empreendimentos.
Algumas das obras de infraestrutura que o governo do Estado se comprometeu a fazer para o Atlântico Sul atrasaram, como o acesso rodoferroviário e a dragagem que está sendo realizada agora.
O acesso rodoferroviário está aguardando a licença de instalação. “Essa obra deverá ser iniciada até o final de março”, explicou Coelho.

SUAPE : O governo do Estado vai realizar um workshop, em abril, para que sejam apresentados todos os estudos desenvolvidos para traçar um planejamento de longo prazo para o território estratégico de Suape. Ontem, o governador Eduardo Campos (PSB) recebeu um relatório intitulado Suape Global-Suape Local. O caminho sinuoso do desenvolvimento integrado, elaborado pelos alunos do mestrado de Desenvolvimento Territorial da Universidade de Ferrara, da Itália. “O grande desafio é formar as pessoas, além dos danos ambientais dos últimos 400 anos”, disse o governador Eduardo Campos depois de tomar conhecimento do trabalho feito pela instituição italiana.
No workshop, serão apresentados os estudos desenvolvidos pela Petrobras, Condepe-Fidem e o novo plano diretor de Suape. A intenção do governo do Estado é traçar uma diretriz única, aproveitando as sugestões de todos os trabalhos.
“Suape é um caso local que se torna global e que se destaca”, disse o reitor da Universidade de Ferrara, Patrizio Bianchi. O trabalho contou com a participação de 25 alunos da instituição que estiveram em Suape entre os dias 15 de setembro e 15 de outubro últimos.

Missão empresarial
Sindquimica e Simec participam da Canton Fair
FIEC ONLINE – ANO 9 EDIÇÃO 394 (22.02.10) - Dois importantes sindicatos industriais filiados à Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), o  Sindicato das Indústrias Químicas, Farmacêuticas e da Destilação e Refinação de Petróleo do Estado do Ceará (Sindquimica) e Sindicato das Indústrias Metalúrgicas Mecânicas e de Materiais Elétricos do Estado do Ceará (Simec), unem-se para realizar uma missão empresarial à Feira de Canton  (Guangzhou – China) no próximo mês de abril. A Canton Fair é a maior feira multissetorial de toda a Ásia, com edição semestral. A primeira fase será realizada no período de 15 a 19 de abril.
São quase 30.000 estandes ocupando área de 950.000 metros quadrados, mais de 150.000 produtos expostos e visitantes de mais de 200 países. “Nossa intenção é levar, no mínimo, 15 empresários do setor  farmoquímico cearense para adquirirmos máquinas e equipamentos para modernização dos nossos parques, além de visitarmos uma indústria chinesa do setor químico”, afirma o presidente, José Dias de Vasconcelos Filho.
O presidente do Simec, Ricard Pereira, acredita ser importante que  empresários do setor metalmecânico cearense participem da feira para prospecção de negócios e constatarem o avanço tecnológico e o baixo custo de produção. A missão está sendo organizada pela  China Trade Center, com intermediação do Centro Internacional de Negócios (CIN) da FIEC. A programação da missão marca ainda visita às cidades de Dubai, nos Emirados Árabes, e  Beijing. Além  da parte técnica, a viagem terá uma programação de lazer que inclui a Grande Muralha e a Silk Market. Mais informações pelos telefones 85 3224-6020, 3421-5455 e 8665-6376.

 


 

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