Notícia

 

Ano II – nº 90 – Fortaleza/CE – edição: 19.02.2010

 

Fiec não está convicta sobre apoio a estaleiro

Balhmann e Macêdo reuniram-se ontem com industriais para debater os detalhes do estaleiro no Titanzinho. Setor quer maiores informações sobre impactos do projeto
Presidente da Adece reforça que a localização proposta é a única viável para os investidores do empreendimento

DIÁRIO DO NORDESTE - Após três horas de apresentação e contestações sobre detalhes do projeto do estaleiro Promar Ceará na Praia do Titanzinho, o setor industrial no Estado permanece sem convicção para apoiar o empreendimento. Assim como em outros setores, a grande dúvida é a localização e os industriais também disseram sentir falta de estudos que mostrem todos os efeitos da construção naquele local.
"Ainda tenho dúvidas com relação ao benefício total que um estaleiro dessa natureza traria sendo instalado no Titanzinho. Não ficou respondido qual a repercussão disso na vida de Fortaleza. Não ficou claro se há um plano maior, uma visão de longo prazo. As ruas serão as mesmas e as larguras das vias permanecerão. Colocando mais cargas e mais pessoas para serem transportadas pode estrangular o trânsito, se não forem executados outros projetos para atender essa demanda criada com o estaleiro", argumentou Roberto Macêdo, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). Apesar de ainda não estar convencido sobre a localização, ele afirma que a oportunidade de o Ceará ter um estaleiro é excelente.
Investimento benéfico
"É necessário. Queremos este investimento aqui no Estado. Trará benefícios para a sociedade, para nossa economia e é um mercado fabuloso, que tem muito a se desenvolver no País, podendo ainda ser incrementado com as plataformas para o pré-sal. Isso nos empolga e dos dá ânimo para a cadeia de produção", disse Macêdo. Antônio Balhmann, presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), num exercício de paciência, ouviu, ontem, na Fiec, vários questionamentos sobre o projeto e expôs toda a vontade do governo do Estado em não perder a oportunidade.
"Temos que gerar informação para os setores e para a população no sentido de esta é a única área viável para os investidores", explicou. Uma dos críticos mais ácidos ao estaleiro no Titanzinho, o diretor administrativo da Fiec, Affonso Taboza disparou: "O único erro é a localização", asseverou.


ENQUETE : SETOR DIVIDIDO
"Acho que é viável. O Ceará perde uma boa oportunidade de apoio unânime a um investimento que não pode ser rejeitado" (José Dias Vasconcelos Filho, Presidente do Sindquímica)
"Falta esclarecer custos de outras opções de local. Pode haver opção com maior custo econômico e menor custo social" (Roberto Sérgio Ferreira, Presidente do Sinduscon)
"A localização é discutível e não há ainda estudos de impactos socioambientais, educacionais e no tráfego da região" (Ary Albuquerque, Presidente da Ibap

 


 

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