Notícia

 

Ano II – nº 86 – Fortaleza/CE – edição: 10.02.2010

 

Emprego na indústria tem maior queda desde 2002

FOLHA DE S.PAULO (DENISE MENCHEN) - O emprego na indústria registrou em 2009 queda recorde de 5,3% ante 2008. O recuo foi o maior desde o início da série histórica calculada pelo IBGE, em 2002. Até então, o pior desempenho (-1%) era o do ano da primeira eleição de Lula, quando a economia passou por uma crise de confiança. Segundo André Macedo, técnico do instituto, o resultado é explicado pelo ajuste da produção, que sofreu queda de 7,4% no período, em razão da crise internacional.
Assim como a produção, o emprego dá indícios de recuperação -após três trimestres de queda, o número de ocupados na indústria voltou a subir nos dois últimos trimestres do ano. De outubro a novembro, a taxa se acelerou, chegando a 1,6% sobre o período de julho a setembro.
Dos 18 setores industriais pesquisados, apenas o de papel e gráfica viu o número de ocupados aumentar entre 2008 e 2009.

Mineração: Xstrata revive possível fusão com Glencore

VALOR ECONÔMICO - A Xstrata alimentou esta semana as especulações de uma fusão com a Glencore, a comercializadora de commodities de capital fechado, depois que o executivo-chefe da companhia mineradora sugeriu que uma união das duas companhias poderia criar valor.
A possibilidade de uma fusão entre as duas companhias, que compartilham o mesmo presidente do conselho de administração, vem aumentando nos últimos meses, na medida em que a Xstrata busca oportunidades para ganhar escala, enquanto a Glencore recorreu aos mercados de capitais.
"Enquanto o mercado observa possíveis opções [para a Xstrata e a Glencore] esta é uma opção a ser considerada", disse Mick Davis, executivo-chefe da multinacional mineradora com sede na Suíça. "Há grandes vantagens em fazer parte da capacidade de comercialização da Glencore e firmar essa relação poderia reforçar essas vantagens", disse ele.
Uma fusão com a Glencore não está sendo considerada ativamente e a Xstrata atingiu um ponto de maturação a partir do qual poderá se concentrar no crescimento orgânico, disse ele. Mas Davis acrescentou: "Sei que a Glencore vem pensando nisso". A Glencore controla 34% da Xstrata.

Metalurgia: Metasa eleva lucro e expande produção

VALOR ECONÔMICO (09.02.10) - Favorecida pela demanda dos setores de petróleo e gás, mineração e celulose, a Metasa, fabricante de estruturas metálicas com sede em Marau (RS), fechou o ano passado com receita bruta consolidada de R$ 235,5 milhões, com alta de 38,5% sobre 2008. Para este ano, quando pretende concluir a construção da nova unidade industrial próxima ao porto de Rio Grande, a previsão é de crescimento de mais 20% a 25%, disse ontem o presidente do conselho de administração da empresa, Antônio Roso.
Embora seja uma sociedade anônima de capital fechado e não tenha planos de fazer ofertas públicas de ações, a Metasa publicou balanço ontem que aponta também uma expansão de 191% no lucro líquido no ano passado em comparação com 2008, para R$ 22,5 milhões.
Além do aumento das vendas e da receita líquida de R$ 131,5 milhões para R$ 183,3 milhões no período, a margem bruta da companhia avançou de 26,67% para 28,31% graças à redução de custos internos e dos preços de algumas matérias-primas, explicou Roso. As despesas financeiras líquida também recuaram de R$ 5,6 milhões para apenas R$ 379 mil, enquanto a dívida bancária bruta caiu de R$ 36,3 milhões para R$ 24,5 milhões, dois terços no longo prazo.
Agora, conforme Roso, a Metasa teve aprovado financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que vai cobrir 80% dos R$ 240 milhões necessários para a construção da primeira fase da fábrica em Rio Grande. Destinada a suprir a demanda provocada pela montagem de plataformas de exploração de petróleo para a Petrobras no dique seco do porto gaúcho, a unidade deve ser implantada até o fim do ano para operar no início de 2011 com capacidade instalada de 35 mil toneladas anuais.
O projeto da Metasa prevê ainda uma segunda etapa, que elevaria a capacidade instalada local para 80 mil toneladas por ano, com investimentos adicionais de R$ 130,5 milhões, mas a implantação dessa fase vai depender da consolidação da demanda do polo naval, explicou o empresário. Hoje a empresa pode produzir até 35 mil toneladas de estruturas metálicas por ano em Marau e até 12 mil em Santo André (SP).
A nova unidade vai requerer a contratação de 1,5 mil pessoas até o fim de 2011 em Rio Grande. De acordo com Roso, será necessário um contingente elevado de mão-de-obra devido à grande quantidade de processos de soldagem que serão realizados no local. O quadro atual é de 874 funcionários, dos quais 178 foram contratados em 2009.


 

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