Notícia

 

Ano II – nº 83 – Fortaleza/CE – edição: 01.02.2010

 

Siderurgia: ThyssenKrupp indica novo chefe para a CSA

O alemão Hans Fischer assume hoje o comando da ThyssenKrupp CSA Siderúrgica do Atlântico, um investimento do grupo alemão estimado em € 5,2 bilhões (US$ 7,39 bilhões) em construção em Santa Cruz, no Rio, apurou o Valor. O executivo de 53 anos foi indicado pela cúpula da ThyssenKrupp AG (TKAG), na Alemanha, para assumir a presidência do conselho de administração da CSA em substituição ao presidente interino Niclas Müller, que ocupava o cargo desde a morte de Eric Walter Heine no acidente com o voo 477 da Air France, em 1º de junho de 2009. Hans Fischer era membro do conselho executivo da companhia siderúrgica Salzgitter e agora será o quarto presidente da CSA desde o início do projeto em 2005, quando o conselho da futura empresa era comandado por Hans Lindenberg e a presidência executiva por Aristides Corbellini.
A tarefa de Fischer será mais complexa do que a de tocar o projeto siderúrgico de Santa Cruz, cuja entrada em operação está prevista para meados de julho deste ano. Ele será o presidente do conselho da Steel Americas, área de negócios de aço da ThyssenKrupp no continente americano. Essa tarefa foi exercida anteriormente por Heine. Fischer vai responder pelos dois maiores empreendimentos do grupo no mundo, em fase final de construção.
A CSA Atlântico no Brasil tem como sócia a Vale, que no ano passado ampliou sua participação no complexo siderúrgico de Santa Cruz para 27%, injetando dinheiro na obra para evitar sua paralisação devido à crise enfrentada pela indústria siderúrgica no mundo e que afetou também as usinas da Thyssen. Já a ThyssenKrupp Steel USA, nos Estados Unidos, deverá entrar em operação depois da CSA, provavelmente perto do fim de 2010, num ritmo compatível com a recuperação do mercado de aço no mundo.
A Steel Americas está focada na produção, processamento e comercialização de aço de alta qualidade nas Américas do Norte e do Sul. Depois da entrada em operação da unidade em construção no Brasil, com uma capacidade anual de produção de 5 milhões de toneladas de placas de aço, 3 milhões de toneladas seguirão para a fábrica do Alabama. Essa unidade terá capacidade anual de processar 5 milhões de toneladas de bobinas a quente, e produto de maior valor agregado a ser fornecido no mercado dos EUA, Canadá e México para a indústria automobilística e de outros bens duráveis e bens de capital.
A divisão da área de aço da ThyssenKrupp, antes sob responsabilidade da ThyssenKrupp Steel, foi dividida em Steel Americas e Steel Europe, após uma reestruturação do grupo que aconteceu em outubro. Enquanto Fischer assume a operação da Steel Americas, Edwin Eichler, membro do conselho da TKAG, será o presidente do conselho da Steel Europe.
A reestruturação da TKAG veio na esteira da recuperação da indústria global de aço, depois de enfrentar uma das piores recessões da história desencadeada com a crise financeira que abalou os mercados no fim de 2008. As atividades do grupo foram focadas em oito áreas de negócios que integram segmentos semelhantes num modelo que leva em conta a situação geográfica e a atividade. Essas oito areas estão organizadas em duas divisões: insumos básicos (materials) e tecnologias. Na primeira divisão estão incluídas as áreas de Steel Europe, Steel Americas, aço inoxidável global e materials services. Na divisão de tecnologias se encontram as áreas de tecnologia de elevador, "plant technology", tecnologia de componentes e "marine systems".

Motores elétricos: Voges vai implantar fábrica no Recife

JORNAL DO COMMÉRCIO/PE (30.01.10) - O Grupo Voges, segundo maior fabricante de motores elétricos da América Latina, vai abrir sua primeira fábrica em Pernambuco. As obras da unidade de Recife começam em fevereiro e a empresa, de Caxias do Sul (RS), investirá R$ 16,5 milhões na planta. A primeira etapa do empreendimento receberá R$ 1,5 milhão para produzir de 200 mil a 300 mil motores por ano, empregando até 20 pessoas. Os R$ 15 milhões restantes devem ser aplicados ao longo dos próximos três e devem gerar mais 100 vagas. O diretor-geral da Voges, Gilberto Londero, adianta que há grandes chances do grupo ampliar sua atuação no Estado com novas fábricas.
As operações da unidade recifense vão começar no final deste semestre. A Voges fabrica motores elétricos monofásicos e trifásicos. Eles são usados como componentes para indústrias de máquinas e equipamentos. Vão dos motores de ar-condicionado aos de balcões frigoríficos. Londero explica que Pernambuco chamou atenção pelo crescimento de sua economia nos últimos anos e, especialmente, pelo desenvolvimento do setor industrial eletrometalmecânico. “Já tivemos um escritório de vendas no Recife, o que ajudou na escolha. Além da boa receptividade que o projeto obteve” complementou. A Voges recebeu incentivos fiscais do Programa de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco (Prodepe).
A mão de obra demandada pela Voges é tanto para o chão de fábrica quanto para as áreas de gerenciamento e supervisão. Técnicos em mecânica e elétrica compõem a base do time que a empresa pretende montar no Estado. Irão atuar nas funções de auxiliar. No topo da pirâmide estão engenheiros mecânicos. O grupo exporta cerca de 10% do que produz. Seus principais clientes estão na América do Sul. Há uma boa penetração dos produtos também no Canadá, Estados Unidos e Alemanha. Inicialmente, a planta pernambucana vai trabalhar com os mercados do Norte e Nordeste. Mas os planos não excluem exportações via Suape.
Enquanto a unidade não começa a funcionar, a Voges envia todos os produtos fabricados em Caixas do Sul por caminhão para o Norte e Nordeste. Levam de 10 a 15 dias para chegar aos compradores. “A planta pernambucana vai garantir ganhos de logística. E estaremos bem próximos do Porto de Suape. Há todo um contexto positivo para estarmos investindo no Estado”, explica o diretor-geral. Londero é bastante otimista quanto ao investimento em Pernambuco. Confirma que nada impede a empresa de investir mais e revela que o governo do Estado tem conversado com o grupo para levar uma unidade ainda maior para Petrolina, no Sertão. Na agenda de março do diretor já está marcada uma visita à cidade.
A fábrica do Recife é a primeira unidade fabril fora de Caxias do Sul, onde a empresa tem duas plantas, uma especializada em trabalhos de fundição e outra focada na produção de motores elétricos. A empresa possui ainda três centrais de distribuição: uma em Caxias do Sul, outra em São Paulo e, a mais recente, em Belo Horizonte. Em 2009, o faturamento do grupo foi de R$ 280 milhões. A previsão para 2010 é de R$ 340 milhões, um crescimento de 20%. A unidade do Recife e o início da atuação no ramo de automação eletrônica são algumas das apostas para atingir a meta.


 

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