Notícia

 

Ano II – nº 79 – Fortaleza/CE – edição: 21.01.2010

 

Metais: Chineses compram projeto de minério de ferro em MG

VALOR ECONÔMICO - A Votorantim Novos Negócios, uma das unidades de negócios do grupo Votorantim, está finalizando a venda, por US$ 430 milhões, do seu projeto de minério de ferro conhecido como Salinas no norte de Minas Gerais. O acordo foi firmado com a chinesa Honbridge Holdings Ltd., sediada nas Ilhas Cayman e com escritório central em Hong Kong, onde é listada na bolsa local.

O projeto, que prevê iniciar produção de 25 milhões de toneladas de minério tipo pellet-feed ao ano a partir de 2014, é operado pela Sul Americana de Metais (SAM). Essa empresa tem quase 80% do capital em poder da VNN e o restante (22%) pertence à GME-4, companhia de ativos minerais controlada pelo grupo Opportunity , de Daniel Dantas, e pelo geólogo João Carlos Cavalcanti.

Segundo Cavalcanti, além do valor da aquisição, os chineses vão aportar US$ 3,5 bilhões na execução do empreendimento. Essa obra envolve mina, mineroduto de 470 km para transportar o minério (na forma de polpa), terminal portuário ao norte de Ilhéus (BA) e uma unidade de produção de pelotas de ferro de 6 milhões a 7 milhões de toneladas ao ano.

Ele informou que a nova configuração societária da SAM será definida nos próximos 15 dias. No momento, um grupo de pessoas da VNN e GME-4 estão na China acertando com executivos da Honbridge os últimos detalhes do negócio, cujo memorando de intenção (MoU) foi firmado em 18 de novembro. Segundo Cavalcanti, os chineses deverão deter mais de 90% do capital da SAM, mas os atuais acionistas vão permanecer na empresa para garantir suporte à implantação do projeto.

Conforme o MoU, a aquisição do controle da SAM será paga em cinco parcelas: de US$ 10 milhões, US$ 65 milhões, US$ 115 milhões e duas de US$ 120 milhões cada uma) nas datas de eventos como assinatura do acordo de venda, confirmação de um certo nível de reservas de minério nos depósitos, obtenção das licenças e permissões legais, início de operação do porto e começo da produção do minério.

A SAM é detentora de 94 permissões de exploração de direitos minerário no Norte de Minas Gerais, quase na divisa com o Estado da Bahia. As jazidas ficam em Rio Pardo de Minas, 150 km a oeste da cidade de Montes Claros. Os recursos dessas áreas são estimados entre 5 bilhões e 6 bilhões de toneladas (com baixos teores), com reserva indicada em torno de 2,4 bilhões de toneladas, informa Cavalcanti. Na região, diz ele, há projetos similares da Vale, BHP Billiton, CSN e Anglo American.

Com o acordo fechado, afirma o geólogo, em fevereiro os chineses vão iniciar um nova campanha de sondagens e perfurações, de 60 mil metros, para chegar a uma reserva medida. A expectativa é atingir até 700 milhões de toneladas. Em seus comunicados, a Honbridge fala numa vida útil mínima da mina de 20 anos ao nível de produção de 25 milhões de toneladas anuais.

A forte demanda da China por minério de ferro e outras matérias-primas está reativando novos projetos de minas de ferro no Brasil, principalmente em Minas, Bahia e Piauí. A maioria deles foram paralisados e remodelados após a crise, mas o maior problema que enfrentam para se viabilizar é a logística de transporte (ferrovia) e embarque (porto).

Procurada, a VNN informou, por meio de sua assessoria, que não iria comentar a venda da SAM.

CE: Cresce importação de produtos siderúrgicos

O POVO (Andreh Jonathas ) - A importação de produtos siderúrgicos pelo Porto do Pecém demonstra a crescente demanda no setor. Em escala recorde, está confirmada a chegada de 106 mil toneladas de mercadorias ligadas à siderurgia. É o maior resultado para um mês, conforme Mário Lima Júnior, diretor de Desenvolvimento Comercial da Cearáportos, empresa que administra o porto.

"É recorde para o porto. É três vezes a mais que a nossa média anual. Ano passado, foi feito esse valor em quase quatro meses``, comenta Lima. As transações comerciais no Porto do Pecém tiveram início em 2002.

Segundo explica, a entrada de mais produtos siderúrgicos é reflexo do impulso em alguns setores, como indústrias e fábricas de transformação, aço para a construção civil, móveis tubulares, entre outros. ``Produto siderúrgico surpreendeu. Deve estar havendo uma arrumação de mercado. Obras no Estado e a própria ampliação do porto. São obras de saneamento e construção de pontas``, diz.

A importação dessas cargas, em 2009, chegou a 354 mil toneladas (t), uma média de 30 mil toneladas por mês, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Neste quesito, a movimentação cearense ficou atrás apenas do Porto de Santos, em Sáo Paulo, com 510,6 mil t.

Autopeças: Objetivo é alcançar faturamento de R$ 1,4 bi até 2014

Mangels fixa meta de dobrar receita em cinco anos

VALOR ECONÔMICO - A Mangels, maior fornecedora de rodas de alumínio para montadoras no Brasil, se prepara para dobrar o faturamento em cinco anos, aproximando-se de registrar receita líquida anual de º R$ 1,4 bilhão em 2014, e retomar os planos de internacionalização de suas operações. A força motriz de tal expansão será o negócio de rodas de alumínio, hoje responsável por cerca de 30% da receita líquida, que nos últimos anos girou em torno dos R$ 700 milhões - em 2009, a cifra não foi atingida em razão da crise econômica. Mas a divisão de aços (chapas, fitas e estamparia), que atualmente gera cerca de 50% das receitas, deve manter a participação relevante no balanço da companhia.

Em entrevista ao Valor, o presidente da empresa, Robert Mangels, conta que o momento é de definição dos investimentos que deverão ser executados em 2010, com vistas ao cumprimento da meta. Para este ano, a expectativa é a de que os desembolsos na operação totalizem R$ 50 milhões, em linha com o registrado em 2009. "O que já está definido é que nosso negócio de rodas será globalizado", diz Bob Mangels.

Segundo o executivo, integrante da terceira geração da família no comando da Mangels, Colômbia e Argentina passaram a integrar a lista de possíveis destinos da companhia brasileira. Antes da crise, que alterou a estrutura da indústria automotiva mundial e levou à lona grandes montadoras, o México era tido como provável escolha. "O México não está fora da lista, porque seria uma oportunidade de entrarmos na América do Norte. Mas passamos a olhar outras alternativas", acrescenta. Nesse mapa de possibilidades, até mesmo o Brasil aparece. Em Minas Gerais, na fábrica de Três Corações, a Mangels produziu em 2009 cerca de 2,3 milhões de rodas de alumínio, produção que saltará a 3,5 milhões por ano com a nova linha de pintura automática, em vias de entrar em operação. "De qualquer forma, até 2014 teremos de investir em uma nova fábrica (de rodas) para acompanhar o crescimento do mercado." A aposta no segmento - hoje, 95% da produção de rodas é destinada a montadoras - se justifica pelas perspectivas positivas para o setor automobilístico, especialmente nos países emergentes. "Provavelmente as Américas serão o primeiro alvo (para uma nova fábrica), mas tudo vai depender do que o cliente pedir. Nós acompanhamos as montadoras", acrescenta Bob, lembrando que, em 1999, a participação da Mangels nesse mercado era nula e, 10 anos depois, chegou a 45%.

Para financiar a expansão necessária para que se cumpra a meta de receitas, a companhia poderá lançar mão de diversas fontes e não descarta um aumento de capital. "Podemos partir ainda para o BNDES, que é acionista da companhia, para bancos de fomento estrangeiros ou emitir debêntures. Há diversas possibilidades", enumera Bob Mangels. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) detém cerca de 15% das ações preferenciais da empresa, tem assento no conselho e está entre os maiores acionistas da empresa junto com um clube de investimentos do Banco Fator, que possui outros 20% em ações preferenciais. Praticamente todas as ações ordinárias estão nas mãos da família, que possui 35% do capital total da Mangels.

Apesar de ser mais conhecida pelo público em geral por suas rodas de alumínio, a Mangels obtém importante parcela de seu faturamento da área de aços. De siderúrgicas como a CSN, maior fornecedora da empresa atualmente, a Mangels adquire bobinas de aço que são processadas e, então, vendidas em forma de fitas, chapas e estampados a clientes como Volkswagen e Honda. "Também estamos olhando oportunidades de crescimento neste setor", informa Bob. Como parte dos planos até 2014, a Mangels pretende triplicar o volume de aço processado, que em 2009 ficou em 50 mil toneladas. Nesse segmento, que engloba os Centros de Serviço de Aço (CSA), a aposta se explica pela elevada pulverização de fornecedores e pela participação ainda pequena no mercado, de 1,5%. "De uma forma ou de outra, 70% dos nossos negócios estão relacionados ao setor automotivo."

Plano de negócios vai além de rodas e aço

VALOR ECONÔMICO - Apesar de o segmento de rodas de alumínio ser considerado o principal motor para o cumprimento da meta de faturamento até 2014, a Mangels seguirá atenta a oportunidades de expansão nas outras áreas em que já atua. Em linha com essa estratégia, a companhia anunciou nesta semana a compra de duas empresas de requalificação e destroca de cilindros de GLP, segmento que responde, atualmente, por 15% da receita líquida. Por R$ 16,2 milhões, a Mangels comprou a Superfície e a E. Koga e ampliou presença no mercado de botijões de gás e serviços relacionados.

A partir das aquisições, a Mangels eleva para 39% sua participação no segmento de requalificação de cilindros, em comparação a 26% anteriormente, e acrescenta a seu portfólio o serviço de separação e classificação de vasilhames vazios, que consiste em devolver às distribuidoras de gás os botijões com sua marca. Considerando-se produção e fornecimento de cilindros, mercado do qual participam as próprias distribuidoras de gás , a fatia da empresa pula para aproximadamente 70%.

Além de agregar 13 pontos de participação, o negócio abre as portas dos mercados paulista e paranaense para essa área da Mangels, a partir da incorporação de unidades instaladas em Paulínia (SP) e Araucária (PR). Até o fim do ano, a companhia abrirá outra unidade na Bahia, elevando para oito o número de postos. Mais antigo produtor de botijões do país - a atividade teve início em 1938, a pedido da Ultragaz -, a Mangels tem sua fábrica de cilindros instalada em Três Corações (MG).

De acordo com o presidente da companhia, Robert Mangels, o negócio recente exemplifica a estratégia da companhia de estar aberta a boas oportunidades. "Fomos procurados pelo dono das duas empresas, que está em momento de aposentadoria, e nos pareceu um complemento perfeito ao nosso negócio", conta. "Sabemos que a área de cilindros não será a grande fonte de crescimento da empresa, mas essa oportunidade surgiu.

CONSTRUÇÃO DE PLATAFORMAS DE PETRÓLEO

Estaleiro é confirmado e já quer ampliação

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DIÁRIO DO NORDESTE (SÉRGIO DE SOUSA) - A Transpetro ainda não anunciou oficialmente, mas o Governo do Estado e investidores envolvidos já garantem: o estaleiro Promar Ceará é o vencedor da licitação para a construção de oito navios gaseiros. E mais: além de afirmar que o empreendimento vai, definitivamente, ser instalado no Estado, o governo informa que os empresários já querem participar de uma nova licitação da Petrobras para construção de plataformas de petróleo, o que elevaria, caso saísse vencedora, a unidade cearense à condição de estaleiro de grande porte.

Contudo, a localização da nova fábrica naval cearense ainda não está definida. De acordo com o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado (Adece), Antonio Balhmann, em um período de 20 a 30 dias deverá ser anunciado, de fato, onde será o local onde o projeto será erguido. "Estamos estudando juntamente com eles [os investidores] a localização, desenho de projeto, pra saber qual é a forma que a gente pode construir todas as soluções", informa. Segundo ele, a definição leva em conta as novas dimensões do projeto.

"O estaleiro deve ter uma grande área de expansão, porque vamos ter agora em março uma outra licitação pra plataformas de petróleo, e a gente quer que o Ceará esteja nessa luta também", acrescenta. "Estamos agora aprofundando essa questão. Ver necessidade de calado, ver outras questões que sejam necessárias pra que a gente possa compor um desenho e uma decisão mais balizada tecnicamente". Até então, a área apresentada como viável para o projeto era a ponta da enseada do Mucuripe. O presidente da Adece não informou se havia uma outra proposta de local.

De acordo com Balhmann, os navios plataformas que entrarão em licitação têm um custo médio de US$ 1 bilhão. "O estaleiro do Ceará é de grande porte. Começa de médio porte, como todos os outros. Nós estamos trabalhando a primeira fase assim. Quando entrarmos na segunda fase, o estaleiro do Ceará será tão grande e tão competitivo como é o Atlântico Sul", disse, referindo à maior indústria naval do Hemisfério Sul, instalada em Pernambuco. "A característica do empreendimento cearense é fazer navio de grande porte e de alto valor agregado", completa.

OPERAÇÃO EM 2011 : A partir de agora, portanto, o governo e os investidores terão de correr contra o tempo, para que o estaleiro esteja em operação até o fim do próximo ano, como planejam. As obras devem ter início ainda neste semestre. De acordo com Balhmann, será necessário cerca de um mês para preparar o projeto daquilo que será parte do governo. Um ´masterplan´ está sendo elaborado em função da necessidade dos navios. Ele explica que esse documento é um desenho inicial do projeto, não tão detalhado como o projeto executivo. A Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) já está com o material para analisar o EIA/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental) e liberar a licença de implantação. "Eu creio que esse processo demande uns três meses", prevê.

STX SERÁ PARCEIRA TECNOLÓGICA: A STX Brazil Offshore S.A deverá mesmo ser a parceira tecnológica do estaleiro cearense. Ainda não existe nenhum contrato fechado, mas as negociações com a PJMR estão avançadas e a STX já esteve ontem em reunião realizada no Palácio Iracema entre o governador Cid Gomes e o Promar Ceará.

A STX é um grupo coreano que engloba atividades em indústria naval, navegação, equipamentos pesados, construção e energia, e já vinha demonstrando há algum tempo em investir na área naval no Brasil.

O Diário do Nordeste já havia informado com exclusividade, na edição de 11/11/2009, o interesse da STX no projeto cearense. "Estamos negociando uma parceria tecnológica. Ainda não está fechada, mas está bem encaminhada", informara o presidente do estaleiro STX Brazil Offshore, Waldemiro Arantes, em evento realizado no Rio de Janeiro à época. Assim, o Promar Ceará já contaria com três sócios. Isto porque já está definido que o Estado será sócio do projeto, investindo cerca de R$ 60 milhões em obras de infraestrutura e em participação acionária. "Temos que definir necessidade de energia local, água, ferrovia, estrada. Mas uma coisa é certa: o estaleiro do Ceará é irreversível".
FINANCIAMENTO: Em relação ao financiamento do projeto, o presidente da Adece, que esteve na reunião de ontem, afirmou que já está tudo resolvido. "Já está aprovado o financiamento do estaleiro do Ceará pelo BNDES, com recursos federais. A engenharia financeira já está aprovada pelo conselho do banco", informa. A estimativa é de que o estaleiro custe cerca de US$ 100 milhões. Somente com os gaseiros, o Promar Ceará poderá ter um faturamento anual de até US$ 200 milhões, em plena atividade. Na próxima semana haverá nova reunião entre o governo e a PJMR para acelerar as ações em prol da concretização do empreendimento. A questão das infraestruturas necessárias, assim como preparação de projetos estarão em pauta. (SS)

Estaleiro do Ceará é definitivo

O POVO (Henriette de Salvi) - Licitação ganha, apesar de ainda não anunciada oficialmente. Pelo menos é o que declarou Antônio Balhmann, presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), sobre a vitória do Promar Ceará para a licitação da Transpetro que prevê a construção de oito navios gaseiros pelo Programa Nacional de Modernização e Renovação da Frota (Promef). ``É certo. Há uma fase ainda de negociação, mas não é mais instrumento legal, é abordagem técnica entre o fornecedor e a Petrobras. O estaleiro do Ceará é definitivo``, afirmou Balhmann. De acordo com a assessoria de imprensa da Transpetro o resultado oficial da licitação só deve ser divulgado no início de fevereiro.

A certeza do presidente da Adece veio depois de uma reunião que ocorreu ontem no Palácio Iracema. Para discutir detalhes técnicos do estaleiro estavam o governador Cid Gomes; Paulo Haddad, presidente da PJMR; representante da coreana STX (sócia da PJMR no Rio de Janeiro); o secretário estadual da Infraestrutura, Adail Fontenele; e representantes da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) e da Procuradoria Geral do Estado (PGE).

Entre os temas discutidos -antes mesmo da vencida a licitação do projeto inicial do estaleiro -, estava uma nova licitação prevista para março que deve escolher a empresa responsável pela construção de 16 navios-plataforma de petróleo. "Queremos que o Ceará esteja nesta luta``, reforçou Balhmann. Ele informa que, desta forma, o estaleiro cearense passaria rapidamente para um equipamento de grande porte. ``Estamos falando de produtos de quase US$ 1 bilhão por unidade. São 16 no total, mas pode ser que mais de uma empresa pegue", avalia.

Para a construção do estaleiro, o Governo do Estado deverá investir R$ 60 milhões em obras de infraestrutura, com o financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De acordo com Balhmann o investimento do governo deve virar participação acionária no projeto. ``Metade deste valor aplicado se transforma em participação societária``, explica. De acordo com a assessoria do governo do Estado, o faturamento do estaleiro deve variar de US$ 150 milhões a US$ 200 ao ano.

Local ainda será confirmado

O POVO - Com financiamento para infraestrutura já captado resta anda a decisão sobre a localização onde o estaleiro cearense será instalado. Apontado como o local ideal, a praia conhecida como Titanzinho, na enseada do Mucuripe, é motivo de embate entre especialistas.

Com uma comunidade carente que vive na beira -do-mar, e que construiu um referencial positivo com a prática de surfe (produzindo atletas campeões como a surfista Titã Tavares), há controvérsias sobre a necessidade de retirar as pessoas do local para a ocupação pelo equipamento.

Antônio Balhmann, presidente da Adece prefere não polemizar mais. "Definiremos o local em 20 dias a um mês``, adianta. ``Temos que correr contra o tempo. Temos prazo para começar a construir o estaleiro e os navios``, diz. Até agora foi estabelecido um MOU (memorando de entendimento) para definição para fornecimento de energia, água, além de acessos ferroviários e rodoviários, mas tudo sem a conclusão do local.

Para a construção do estaleiro, e dos navios - que deve ocorrer simultaneamente -, será necessária uma grande quantidade de mão-de-obra qualificada. Balhmann diz que também será construído imediatamente um centro de capacitação, que deve ser responsável por treinar profissionais para trabalhar no estaleiro.

 

Setores da indústria que foram desonerados retomam contratação

FOLHA DE S.PAULO - Os subsetores da indústria que receberam incentivos fiscais da União voltaram a gerar vagas de forma contínua (contratar mais do que demitir) no último semestre de 2009 -à exceção de dezembro, mês atípico. O movimento é sentido em toda a indústria de transformação -que, apesar da retomada, está 343,2 mil postos aquém do nível pré-crise.

Segundo o Caged, a indústria de materiais de transporte (inclui autopeças e montadoras) criou 17,7 mil vagas no segundo semestre; nos seis meses anteriores, havia fechado 35 mil. As desonerações para o setor automotivo -que refletem-se sobre uma extensa cadeia, de autopeças a concessionárias- custaram R$ 4,3 bilhões.

Na indústria de máquinas e equipamentos, cuja desoneração custou R$ 345 milhões em 2009, a melhora no ritmo de geração também é sentida. Os bens de capital compõem, em boa medida, o subsetor de mecânica, que fechou 31,3 mil vagas no primeiro semestre e gerou 17,4 mil no seguinte.
O subsetor de materiais elétricos -que inclui linha branca, cujas desonerações somaram R$ 434 milhões- gerou 7.900 vagas no segundo semestre, após o saldo negativo de 19,2 mil nos seis meses anteriores.

 


 

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