Notícia

 

Ano II – nº 76 – Fortaleza/CE – edição: 12.01.2010

 

Mineradoras negociam preço com Japão

FOLHA DE S.PAULO/FINANCIAL TIMES - A brasileira Vale e as anglo-australianas Rio Tinto e BHP Billiton, as principais mineradoras do mundo, deixaram de lado a China nas negociações anuais sobre o preço do minério de ferro, optando por discutir com o Japão.
A decisão chama a atenção, já que as siderúrgicas chinesas são o principal comprador do minério.
Porém, o lado chinês está dividido, com disputas internas entre as siderúrgicas e a associação do setor sobre como conduzir as negociações e a cotação ideal para o minério.
Com um acordo com o Japão, as mineradoras poderiam apresentar à China uma oferta do tipo "pegar ou largar".

China fechará siderúrgicas que poluírem
Com 400 siderúrgicas movidas a carvão, o que representa 70% da matriz energética chinesa, país promete ser rigoroso na fiscalização do uso do minério mais poluente entre os combustíveis fósseis

A China anunciou novas regras ambientais para as siderúrgicas e ameaçou fechar as empresas que não obedecerem aos limites de emissões e descarte de resíduos. As regras têm os objetivos de reduzir a poluição e diminuir a capacidade ociosa do setor, que neste ano poderá atingir 200 milhões de toneladas de aço, seis vezes a produção do Brasil. A expectativa do governo é que a adoção de limites mais rigorosos leve ao fechamento de pequenas siderúrgicas ineficientes e poluidoras. O anúncio foi feito na 15ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-15), em Copenhague. A produção de aço na China é extremamente fragmentada e as autoridades de Pequim têm dificuldade de conter a produção de centenas de fabricantes espalhadas pelo país. O setor consome muita energia, o que agrava seu impacto poluente. Cerca de 70% da matriz energética chinesa é formada por carvão, o mais poluente entre os combustíveis fósseis. Analistas acreditam que existem em território chinês quase 400 siderúrgicas movidas a carvão com capacidade de produção inferior a 1 milhão de toneladas/ano.
A dependência do carvão e o ritmo de crescimento da China nos últimos 30 anos transformaram o país no maior emissor de gases causadores do efeito estufa. A poluição contamina 70% dos rios, lagos e reservatórios e provoca a desertificação e o registro de chuva ácida em pelo menos 30% do território.
De acordo com a proposta de regulamentação publicada no site do Ministério da Indústria e da Tecnologia da Informação, cada tonelada de aço produzido deverá gerar no máximo 1,8 quilo de emissões de dióxido sulfúrico e 2 m³ de água contaminada. O texto está aberto a sugestões até 16 de dezembro. A proposta foi divulgada no segundo dia da Conferência do Clima na capital dinamarquesa, na qual os países emergentes pressionam as nações desenvolvidas para adotar metas ambiciosas de cortes nas suas emissões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tocantins servirá para escoar produção de siderúrgica da Vale

VALOR ECONÔMICO - A principal expectativa de hoje quanto a novas hidrovias está no rio Tocantins, que servirá ao escoamento da produção siderúrgica que a Vale construirá em Marabá, no Pará. O projeto tem custo de R$ 6 bilhões e foi pleiteado pelo governo paraense, com endosso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No fim do ano passado, o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) promoveu audiências para obter as licenças ambientais do projeto de derrocamento do pedral do Lourenço, no rio Tocantins.
Com as eclusas de Tucuruí, que deverão ser tocadas no próximo ano, as obras vão permitir a navegação em aproximadamente 500 quilômetros do Tocantins. Em dezembro, foi realizada a licitação para construção das eclusas de Estreito, de R$ 800 milhões, que tornarão navegáveis os primeiros 445 quilômetros do rio Tocantins, desde sua foz até o município de Marabá. A construção da eclusa de Estreito permitirá a navegação na hidrovia até Palmas, a capital do Estado de Tocantins, totalizando 780 quilômetros de vias navegáveis. A Vale, que já começou as obras na região, conta com isso para que a sua siderúrgica seja lucrativa, principalmente na exportação de aço.
Flávio Acatauassu, coordenador de manutenção e operação de hidrovias do DNIT, explica que o rio Tocantins tem muitas pedras e seu volume de água provém majoritariamente de chuvas. Ele explica que a derrocagem e a sua boa conservação serão necessárias para não interromper o escoamento de produção para exportação em períodos de seca, quando o volume de água do rio diminui.

 


 

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