Notícia

 

Ano II – nº 75 – Fortaleza/CE – edição: 11.01.2010

 

Demanda chinesa de aço sustenta aumentos de preço

VALOR ECONÔMICO - Neste ano, a demanda crescente da China por aço deve dominar como nunca a siderurgia mundial.

Já de longe o maior produtor mundial de aço, o país deve aumentar a produção em quase uns 10%. Mas é provável que a produção maior não ultrapasse a demanda, o que pode impulsionar a cotação mundial do aço, assim como a de suas matérias-primas e até mesmo a do carvão.

As siderúrgicas, que paralisaram dezenas de usinas e cortaram a produção quando o mercado mundial desacelerou, reativaram suas fábricas. A Rio Tinto, que mais vende minério de ferro à China, reiniciou a produção.

A ArcelorMittal, maior siderúrgica do mundo, aumentou o preço, assim como a maior fabricante de aço da China, a Baosteel Group Corp.

A China também está tentando unificar a fragmentada indústria siderúrgica local para forjar uma voz única que tenha poder nas negociações de compra e venda de matéria-prima. A ideia é aproveitar melhor o apetite voraz do país por recursos naturais.

A China deve produzir um recorde de 600 milhões de toneladas este ano - cerca de metade da produção mundial. O segundo maior produtor, o Japão, produzirá apenas um sexto da estimativa chinesa.

A resistência da economia chinesa foi o único rastro de luz num ano terrível para mineradoras e siderúrgicas, marcado por demissões, minas fechadas e redução nos investimentos e na produção, enquanto as commodities desabavam. E parece que ela também será a luz no fim do túnel, juntamente com a Índia, em escala menor.

Embora outras economias estejam começando a se recuperar, não têm o mesmo potencial de crescimento da China, o que torna a penetração nesse mercado crucial. "A produção e a demanda chinesa de aço devem continuar numa ascensão inexorável", diz Peter M. Fish, economista da consultoria sobre aço MEPS International. Isso, por sua vez, é boa notícia para os produtores de matéria-prima.

A cotação à vista do minério de ferro, na faixa de US$ 110 por tonelada, atingiu o nível mais alto em mais de um ano. A cotação do carvão usado em siderúrgicas e geradoras de eletricidade subiu mais de 30% desde que os chineses limitaram a sua produção por motivos ambientais. Também subiu a cotação do cobre, alumínio e zinco.

"A recuperação de todas as commodities ultrapassou as expectativas", diz David Butler, analista da J.P. Morgan Cazenove.

Os portos australianos voltaram a ficar congestionados, com navios de carvão fazendo fila no oceano para descarregar e carregar seus porões.

Robin Walker, porta-voz da Rio Tinto, que também vende um volume substancial de carvão à China, diz que os economistas da empresa estão revisando as previsões de agosto para a demanda chinesa. "A atualização vai mostrar que esse crescimento se fortaleceu", diz ele.

A BHP Billiton, maior mineradora do mundo, a Rio Tinto, a australiana Fortescue Metals Group Ltd. e a Vale S.A. estão aumentando a produção de ferro e, em alguns casos, a de carvão para atender à demanda maior prevista na China.

A Baosteel, um termômetro da indústria chinesa, anunciou semana passada que vai aumentar o preço da chapa de aço em 5% a partir de fevereiro, o terceiro reajuste mensal recente.

"Com a boa aceitação dos reajustes de janeiro, esperamos que a China anuncie mais deles, assim como a Europa e os EUA", diz Michelle Applebaum, analista da firma de pesquisa do mercado Mari, de Chigago. "A demanda chinesa de aço é fundamentada e a alta das matérias-primas está impulsionando uma espiral inflacionária na região, à medida que siderúrgicas e seus clientes clamam por insumos."

Os gigantescos programas de estímulo à infraestrutura - ferrovias, estradas e pontes no leste, construção civil e criação de fábricas no oeste do país - estão alimentando a demanda. A maioria da produção de aço será consumida internamente, afirma a Associação Chinesa do Ferro e do Aço.

As exportações chinesas caíram no ano passado de 10% a 50%, a depender do produto e do país de destino, uma boa notícia para o diretor-presidente da ArcelorMittal, Lakshmi Mittal. Ele diz que no fim do ano passado as siderúrgicas chinesas se mantiveram relativamente disciplinadas e evitaram que seu aço inundasse os mercados estrangeiros, o que ajudou as siderúrgicas mundiais a reajustar os preços.

A desvantagem para a ArcelorMittal e outras siderúrgicas é que a matéria-prima provavelmente também vai subir devido à concorrência por carvão e ferro com as usinas chinesas.

Na semana passada, Austrália e China fizeram um acordo de US$ 3 bilhões em carvão, a maior aquisição de uma empresa australiana por uma chinesa na mineração. A aquisição da Felix Resources Ltd. pela chinesa Yanzhou Coal Mining pode ser a primeira de várias aquisições do país este ano.

CSN na Panatlântica

VALOR ECONÔMICO (08.01) - O conselho de administração da CSN aprovou a compra de uma participação minoritária da gaúcha Panatlântica, especializada no processamento de aços planos. A empresa está autorizada a comprar cerca de 9,3963% do capital total da Panatlântica. Tomando como base o preço do papel no dia 30 de dezembro, de R$ 12,16, o negócio soma R$ 9,753 milhões.

Mecânica 2010 conta com 90% de seu espaço comercializado

Tradicional feira do setor de máquinas e equipamentos para a indústria, a 28a. Feira Internacional da Mecânica já está com 90% de seu espaço comercializado a menos de seis meses de sua realização. Marcada para 11 a 15 de maio de 2010, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, a feira é organizada e promovida pela Reed Exhibitions Alcantara Machado e tem o apoio da principal entidade do setor, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). As estimativas dos organizadores apontam que a Mecânica receberá 100.000 visitantes/compradores de 40 países, cerca de 1.950 expositores de 35 nacionalidades e ocupará 78.000 quadrados de área de exposição.

Além de ser o ambiente ideal para a realização de negócios, a feira terá um atrativo a mais para os expositores e compradores: a prorrogação, pelo BNDES, da taxa do Finame a 4,5% ao ano até 30 de junho de 2010 para a aquisição de máquinas e equipamentos, com prazo de pagamento de até 10 anos e carência de 24 meses. E, especificamente, o segmento de válvulas contará com o IPI zerado até o mesmo prazo. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3060-4954/feirastecnicas@reedalcantara.com.br/ www.mecanica.com.br

 

AMANHÃ (12/01)  A  PRIMEIRA REUNIÃO DO SIMEC EM 2010 TERÁ NA PAUTA OS SEGUINTES TEMAS:

- “BENEFÍCOS NA IMPORTAÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS” – LGA NEGÓCIOS INTERNACIONAIS (Verônica Gurgel e Messias Lima)

- Apresentação do Convênio SIMEC x FIC/ESTÁCIO possibilitando descontos para funcionários e dependentes das empresas associadas em cursos de graduação e pós-graduação (Débora Andrade).

- ASSUNTOS TRABALHISTAS: situação do FAP; Projeto do Ministério do Trabalho e Emprego sobre terceirização; Reajuste do salário mínimo e seus reflexos (Ramon Esteves).

- ASSUNTOS TRIBUTÁRIOS: Relatório de atividades em 2009; Decisão favorável na ação coletiva para exclusão do AVISO PRÉVIO INDENIZADO da base de cálculo do INSS; Planejamento de ações 2010: ação coletiva para exclusão de horas extras e 1/3 de férias da base de cálculo do INSS

 

O início está previsto para as 19h e ocorrerá na cobertura do prédio da FIEC.

 

 


 

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