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SIMEC NOTICIAS Ano IV – nº 361– Fortaleza/CE – edição: 31.01.2012

Añon no Pecém e Suape

DIÁRIO DO NORDESTE (NEGÓCIOS – Egidio Serpa) - Além de um laminadora no Complexo do Pecém, no Ceará, a espanhola Añon anuncia que construirá uma fábrica de vergalhões e fios de aço no Complexo de Suape, em Pernambuco. Um grupo de executivos da Añon sobrevoou Pecém, sábado, 27. A Espanha está em crise.

Laminadora de aço e Itataia podem ter R$ 454 milhões do BNB

DIÁRIO DO NORDESTE (SÉRGIO DE SOUSA) - O Banco do Nordeste (BNB) deverá financiar a primeira indústria a ser instalada no Ceará a reboque da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). O grupo espanhol Añon negocia com a instituição financeira de fomento um crédito de US$ 100 milhões para erguer a fábrica laminadora que pretende construir no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), cujas obras podem ser iniciadas ainda neste ano. De acordo com o superintendente do BNB no Ceará, Francisco Rivônio de Morais, a diretoria da empresa já teve a primeira reunião com o banco.

"A empresa apresentou um investimento inicial de 300 milhões de dólares, do qual nós participaríamos com um terço. Este é um projeto que o banco tem todo o interesse pelo impacto que traz pra região", informou o executivo.

A laminadora é a planta que realiza a etapa posterior à da siderúrgica. Deste empreendimento, saem as placas de aço, que, na laminadora, são transformadas em chapas de aço, matéria-prima para a indústria metalmecânica, sendo utilizada para fabricação de veículos, embarcações, eletrodomésticos, entre outros.

POLO METALMECÂNICO: A instalação de uma planta do tipo vem sendo apontada como essencial para que se possa consolidar um polo metalmecânico no Ceará após a operação da siderúrgica. A possibilidade da vinda do empreendimento espanhol havia sido adiantada ao Diário do Nordeste em outubro último, pelo governador Cid Gomes. De acordo com informações do chefe do executivo estadual na ocasião, o Governo do Estado entraria como sócio do projeto, sendo responsável por 10% do investimento. Um protocolo de intenções entre as partes já estaria assinado. Em dezembro de 2010, o economista e consultor internacional Alcântara Macedo, em entrevista ao Diário, também já tinha informado sobre o interesse de um grupo espanhol em trazer uma unidade de laminação para o Estado.

Segundo o superintendente do BNB, este deverá ser um dos principais investimentos do banco em 2012, além do financiamento à empresa Galvani para a construção da usina de urânio e fosfato de Itataia, em Santa Quitéria. O banco já possui projeto aprovado para a Galvani no valor de R$ 560 milhões, que será entregue em duas parcelas.

A primeira delas, que seria de R$ 280 milhões, deverá ser paga ainda neste ano, acredita o superintendente. Desde 2009 aprovado, o projeto de financiamento, entretanto, prevê que os valores só sejam entregues após o empreendimento ter garantido o seu licenciamento ambiental. A expectativa é de que o documento possa sair também neste ano.

INVESTIMENTO: Em 2012, o BNB possui recursos da ordem de R$ 3,96 bilhões para financiar no Ceará. Historicamente ligado a empréstimos para atividades rurais, o banco vem fortalecendo outras atividades, como a indústria, comércio e serviços. Cerca de 70% dos investimentos neste ano serão em crédito urbano.

 

Novo tipo de aço chega ao setor automobilístico

VALOR ECONOMICO - Para compreender o que a indústria siderúrgica tem que enfrentar para dominar o mercado automobilístico, considere os sete cubos exibidos pela ZF Friedrichshafen AG, gigante alemã das autopeças, no Salão do Automóvel de Detroit, que terminou domingo. Cada cubo representava um material importante usado hoje para fabricar peças automotivas - um mercado de US$ 1 bilhão no qual as siderúrgicas vêm predominando desde os tempos do Ford Modelo T.

Dos sete cubos, o mais pesado era de aço. O mais leve era uma moldagem por injeção. "Estamos mexendo cada vez mais com todos os tipos de metais e de plásticos para cada peça", diz Dieter Eulenbach, diretor de vendas e engenharia da ZF, empresa com faturamento anual de US$ 20 bilhões. "Sempre tentamos encontrar o equilíbrio certo entre custo, peso, durabilidade e plasticidade."

Os fabricantes de alumínio, plásticos e esponjas estão correndo para alcançar as siderúrgicas, alegando que seus produtos são mais leves e mais maleáveis - quesitos fundamentais para a eficiência no consumo de combustível e o design de um carro.

Em resposta, as siderúrgicas estão desenvolvendo uma nova forma de aço, o "aço avançado de alta resistência", que emprega uma abordagem semelhante à culinária "fusion": alterar os métodos de cozimento e resfriamento, em vez de usar ingredientes caros, para modificar a composição química do aço.

A fabricação se baseia em uma linha de produção conhecida como "recozimento contínuo", onde o aço é submetido a sucessivos tratamentos a quente e a frio, modificando sua microestrutura e, assim, sua flexibilidade e resistência. O novo aço representa uma terceira onda siderúrgica para o setor automobilístico.

 



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