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SIMEC NOTICIAS - Ano III – nº 350– Fortaleza/CE – edição: 21.12.2011

 

Siderúrgica: Preparação da mão de obra

DIÁRIO DO NORDESTE - Afirmando que a assinatura do contrato entre as empresas para a construção da siderúrgica do Ceará representa um marco para o desenvolvimento político e econômico do Estado, a deputada estadual Bethrose (PRP) chamou a atenção do Governo, ontem, para evitar que um grande cinturão de miséria se forme nos entornos do Município do Pecém, onde será consolidado o empreendimento.

Conforme a parlamentar, problemas sociais já estão se intensificando na região, daí a necessidade de uma maior atenção por parte do governador, principalmente para a implantação de mais cursos profissionalizantes. "Um recente estudo da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro mostra que o Pecém avançou em saúde e educação e regrediu em emprego e renda. O que é incoerente", declarou Bethrose.

Para a deputada, é preciso que o Governo invista em centros de ensino técnico voltados para cargos altos nesses empreendimentos. Ela disse ter levado a questão ao governador Cid, que prometeu entregar em maio de 2012 o Centro de Treinamento Técnico do Ceará (CTTC), com o objetivo de oferecer qualificação profissional em áreas como a metalúrgica na região do Pecém.

Segundo a parlamentar, R$ 7 milhões devem ser investidos no CTTC. "Sabemos que a mão de obra é um dos gargalos que o Ceará vai enfrentar para levar adiante esses empreendimentos", justificou. Apesar da preocupação sobre essas questões, Bethrose disse ter o dever de destacar a conquista do Estado do Ceará em relação à Siderúrgica, bem como os avanços que o empreendimento acarretará para os cearenses, pela sua grandiosidade. "É uma nova estrutura industrial com reflexos na ponta, que é a qualidade de vida das pessoas", declarou.

 

Novelis investirá US$ 50 mi em linha de revestimento

VALOR ECONÔMICO - Depois de um ano do ponta pé inicial em seu projeto de expansão no Brasil, a transformadora de alumínio Novelis anuncia hoje a última etapa do plano. Serão investidos cerca de US$ 50 milhões na instalação de uma nova linha na fábrica de Pindamonhangaba (SP), para acompanhar o crescimento das vendas de latas de bebidas no país.

Com a nova linha, a empresa começará a fazer internamente o revestimento de chapas para tampas de latinhas. Essa pintura - importante para proteger a bebida, evitando que ela entre em contato direto com o metal - antes era realizada por uma empresa terceirizada pela Novelis, a Tecno, com capacidade de 50 mil toneladas por ano. "Agora decidimos fazer nossa própria linha de pintura, o que colocará a fábrica de Pindamonhangada em posição privilegiada", afirmou ao Valor o presidente da Novelis para América do Sul, Marco Antonio Palmieri.

A nova linha terá capacidade de 100 mil toneladas de chapas por ano. A construção começa no primeiro semestre do ano que vem e a linha deverá entrar em operação no fim de 2013, quando o setor de alumínio espera se deparar com uma forte elevação da demanda por latas, principalmente de cerveja, a serem consumidas durante os eventos esportivos recebidos pelo Brasil.

Segundo o executivo, o investimento vem para garantir capacidade e atender justamente esse crescimento de mercado. "Nós temos porte para expandir. O mercado está chegando a um ponto em que precisa de oferta. Não podemos deixar que faltem chapas revestidas", disse. Com os investimentos em Pindamonhangaba, de acordo com Palmieri, a empresa está preparada para atender o mercado ao menos até 2017.

O setor de chapas para latas de alumínio tem poucos participantes no Brasil. Com a internalização do processo de revestimento, a Novelis quer ganhar competitividade e economiza os custos da terceirização. Por outro lado, tem os custos dos investimentos. Basta entender agora se a empresa vai repassar esses custos para os fabricantes de latas. "Não falamos sobre política de preços", afirmou o executivo.

O movimento da empresa segue um momento de ápice da indústria de latinhas. Ao longo do ano passado, uma série de anúncios de aumento de capacidade foram feitos pelas fabricantes de latas para bebidas, na tentativa de evitar uma nova onda de importações: em 2010, foram importadas mais de 1 bilhão de latas de alumínio, em um pico de demanda que a indústria não conseguiu atender. Segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas), foram comercializadas mais de 17 bilhões de unidades, alta de 17% frente a 2009.

Neste ano, no entanto, a Associação reduziu três vezes suas projeções de vendas. Hoje, a Abralatas estima alta de 4% a 5% na comercialização de latas de alumínio em 2011. "Mas o verão está sendo positivo. A desaceleração é pontual. Acreditamos no crescimento maior no médio e longo prazo", enfatizou Palmieri.

E a empresa parece acreditar mesmo nisso. Desde quando revelou seu plano de investimentos em Pindamonhangaba, no fim do ano passado, a Novelis anunciou o aumento em 50% da capacidade de laminação para 600 mil toneladas por ano - em um investimento de US$ 300 milhões. Além disso, foram anunciados US$ 62 milhões em desembolsos na área de reciclagem da empresa, cuja capacidade deverá chegar a quase 400 mil toneladas no fim de 2013. Ao todo, são US$ 412 milhões desembolsados. "Com a área de revestimentos, estamos fechando um ciclo", afirmou o executivo, sem detalhar as fontes dos recursos.

Além da unidade em Pindamonhangaba, a Novelis tem fábrica em Santo André (SP) - que produz folhas de alumínio - e em Ouro Preto (MG) - onde é produzido o alumínio primário. No último ano fiscal, encerrado em março, a Novelis América do Sul vendeu 419 mil toneladas, sendo 377 mil de produtos transformados. Cerca de 80% das chapas são destinadas para a fabricação de latinhas de alumínio. A receita da empresa na região somou US$ 1,2 bilhão, 11,3% do total mundial. Com sede em Atlanta, nos EUA, a Novelis Inc. é controlada pela indiana Hindalco, do grupo Adytia Birla.



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