Notícia

 

Ano III – nº 326– Fortaleza/CE – edição: 18.10.2011

Empresários conhecem a Honda

DIÁRIO DO NORDESTE (NEGÓCIOS – EGIDIO SERPA) - A visita dos empresários cearenses à China continua rendendo. Ontem, a convite da Honda, a missão, organizada pelo Simec (Sindicato da Indústria Metal Mecânica do Estado), visitou as instalações da indústria automobilística na cidade de Guangzhou, no Sul do país asiático. Hoje, a comitiva dá pausa na agenda e deve tirar o dia para aproveitar a bela Hong Kong.

Negócio da China

DIÁRIO DO NORDESTE (NEGÓCIOS – EGIDIO SERPA) - Para viabilizar os negócios, a missão conta com a assessoria de um engenheiro mecânico chinês, o qual ajuda os empresários a tomarem decisões corretas e a realizarem compras de maquinários da forma mais segura.

Produção chama atenção

DIÁRIO DO NORDESTE (NEGÓCIOS – EGIDIO SERPA) - O que mais estaria chamando a atenção por lá seria a dedicação ao trabalho dos chineses. "Desde a maior organização com alta tecnologia, até a ´não tanta organização´, em fábricas menores, nos dão a lição de que mesmo os menores são capazes de produzir algo", afirma Ricard Pereira, presidente do Simec, garantindo que "a China já não é tão longe do Ceará".

ZPE: benefícios de importação à CSP em 2012

No País, das 23 em implantação, a Zona de Processamento de Exportação do Pecém é uma das mais extensas
DIÁRIO DO NORDESTE (SÉRGIO DE SOUSA) - A Companhia Siderúrgica de Pecém (CSP), primeiro projeto industrial do Brasil a ter aprovada sua instalação dentro de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE), já deverá contar com os ganhos desta inclusão no próximo semestre. Nos primeiros seis meses de 2012, a ZPE do Pecém deverá concluir seu alfandegamento, o que irá permitir que a siderúrgica cearense possa importar maquinários e demais equipamentos para sua construção com benefícios fiscais especiais.
De acordo com Cristiane Peres, diretora-presidente da Emazp - empresa administradora da ZPE do Ceará -, a área em que localizará a CSP terá a instalação do controle da Receita Federal adiantado em relação ao restante da planta da ZPE. "Existe uma portaria nova de alfandegamento, e ela possibilitou alfandegamentos separados das áreas. Então, nós iremos alfandegar antecipadamente a parte que está a CSP, porque ela já está em construção, portanto, a ZPE já quer estar operando, ou seja, alfandegada, no primeiro semestre de 2012", informa.
EM ETAPAS
A zona de processamento de exportação cearense terá cerca de quatro mil hectares, sendo aproximadamente mil deles reservados ao projeto siderúrgico. O restante da área, explica Peres, será alfandegada posteriormente. "A intenção não é alfandegar em várias partes estes outros três mil hectares, mas a gente vai sim alfandegar em fases. Vão ser várias fases, mas que vão ampliando. Não vão ser áreas isoladas, como é o caso da siderúrgica", esclarece.
Será lançado, ainda neste mês, dois editais de licitação para as primeiras obras de infraestrutura da ZPE do Pecém. De acordo com Peres, um dos editais será para as obras de construção do acesso e o outro para a terraplanagem e drenagem do terreno. Os dois certames deverão somar investimentos de cerca de R$ 10 milhões.
EM JANEIRO
Como a licitação demora em média de 60 a 90 dias para ser concluída, a diretora-presidente da Emazp acredita que as obras deverão ser iniciadas em janeiro próximo. A parte referente ao acesso tem prazo de seis meses para a conclusão, e a da terraplanagem e drenagem durará oito meses.
Enquanto o processo licitatório estiver se desenrolando, a Emazp continuará trabalhando no licenciamento ambiental da ZPE. Para iniciar os trabalhos que serão foco do certame, será parecido a aquisição da Licença Prévia para o empreendimento. A solicitação para a licença já foi feita à Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) e, no momento, a Emazp trabalha nas exigências feitas pelo órgão ambiental, entre elas, a apresentação do Estudo de Viabilidade Ambiental (EVA). "Quando a licitação estiver completa, já estaremos com a Licença Prévia".
LEGISLAÇÃO: POTENCIAL DE ATRAÇÃO DE INVESTIMENTOS PODE CRESCER
Está sendo discutido no Congresso Nacional uma mudança nas regras das Zonas de Processamento de Exportação (ZPE), que pode ampliar a potencial de atração de investimentos nestas áreas. Atualmente, as indústrias localizadas nestas zonas precisam destinar, no mínimo, 80% de sua produção ao mercado externo. A proposta que está sendo discutida é de este percentual possa ser reduzido a 60%.
"Isto facilitaria muito. Hoje em dia, um dos maiores entraves é essa questão dos ´80/20´ (80% de exportação, 20% de mercado interno). Nós temos um mercado interno muito aquecido, e você não consegue trazer oportunidade pro empreendedor brasileiro pra uma ZPE pra exportar, porque está todo mundo querendo nacionalizar, de olho no mercado interno brasileiro. Tem a crise mundial, que está gerando uma instabilidade no mercado consumidor do exterior. Então, se você abrir uma oportunidade e mudar pro ´60/40´, que é o que vem sendo discutido, seria muito mais interessante pra nós conseguirmos atrair mais empresas", analisa a diretora-presidente da Emazp, Cristiane Peres.
EMPRESAS MENORES
"Se a empresa não está conseguindo exportar, em algum momento, você pode colocar 40%, sendo tributados, no mercado interno", completa Peres. Segundo a diretora-presidente, a mudança também poderia repercutir na maior possibilidade de entrada de empresas de micro, pequeno e médio portes nestas zonas. (SS)

Novo presidente da Novelis assume com missão de criar novos mercados no Brasil
VALOR ECONOMICO - Oriunda de uma cisão da divisão de produtos transformados de alumínio da antiga multinacional canadense Alcan em 2005, a Novelis nomeou um novo presidente para subsidiária da América do Sul com a missão de implementar seu plano estratégico traçado para até 2020. No cargo há pouco mais de um mê, Marco Antônio Palmieri, engenheiro metalurgista formado pela Universidade de Ouro Preto (MG), com sua carreira toda construída na indústria do alumínio no Brasil e no exterior, chega com uma agenda futura bem carregada.
Além de cuidar das operações na América do Sul, com forte concentração no Brasil, o executivo - que estava baseado na Alcan no Canadá quando a Novelis foi criada - foi nomeado vice-presidente sênior da companhia. Agora, ele divide o se tempo entre São Paulo e Atlanta (EUA), onde se encontra a sede da empresa, e outros países sul-americanos.
Controlada pela Hindalco, companhia de metais (alumínio e cobre) do conglomerado indiano Aditya Birla, a Novelis objetiva no Brasil e outros países da região ganhar novas aplicações para seus produtos. Hoje, das 400 mil toneladas por ano de chapas de alumínio que saem da fábrica de Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba (SP), cerca de 80% destinam-se á fabricação de latas para bebidas (cervejas, refrigerantes e sucos). "Vamos olhar outros mercados em expansão no país, como de transporte e automotivo e o da construção civil", informou.
Uma das primeiras medidas de Palmieri ao assumir o cargo foi criar uma diretoria de desenvolvimento de negócios. Para a função, buscou um executivo que terá a tarefa de levar o alumínio da empresa a esses novos mercados. Uma vantagem, observou, é que a Novelis já tem a tecnologia para essas 'novas áreas' nos EUA e em vários países da Europa. "É só adaptar para nosso mercado".
Nos EUA, por exemplo, a empresa está investindo US$ 200 milhões em uma nova laminação de chapas apenas para atender a demanda da indústria automotiva. Hoje, um automóvel médio já carrega 150 quilos de alumínio e a tendência é que a presença do metal, mais leve que o aço, em outras partes do automóvel além das peças do motor, aumente bastante nos próximos anos, diz.
Um fator que justifica essa diversificação para outros mercados é a expansão em 50% da capacidade da laminação de Pindamonhangaba, para 600 mil toneladas, no fim de 2012. Com investimento de R$ 500 milhões, o projeto já tem 50% da obra realizada. "Agora vamos ter capacidade para atender melhor esses setores".
Palmieri lembrou que essa diversificação não implica faltar chapa para as fabricantes de latas de alumínio no país, todas com planos de expansão em curso. "Tudo isso já está com suprimento garantido em contratos de longo prazo".
Outro desafio do executivo é levar avante o plano de tornar metal reciclado como a grande fonte de matéria-prima. A meta a ser alcançada é de 80% do total de alumínio usado para fazer chapas e outros produtos até o fim desta década. Hoje, globalmente, o índice na companhia é de 34%.
No Brasil, já atingiu 50%, mas esse percentual pode reduzir a 33% no fim de 2012 com a expansão da laminação se mais nada for feito. Diante disso, a empresa já estuda - sem ainda revelar detalhes - alternativas para ampliar a capacidade de reciclagem, hoje de 200 mil toneladas por ano. O último investimento foi de US$ 15 milhões e foi concluído recentemente. Valor igual está sendo aplicado em uma rede própria de coleta de latas em São Paulo, Santa Catarina, Bahia e Pernambuco.
Da mesma forma, pela importância da reciclagem no futuro da companhia, foi criada uma nova diretoria para essa atividade.
Com vendas de 3 milhões de toneladas de produtos no último ano fiscal, encerrado em 31 de março, a Novelis faturou US$ 10,6 bilhões. Em volume, o negócio de latas respondeu por 58%. A receita na América do Sul alcançou US$ 1,2 bilhão, somando vendas de 419 mil toneladas. A companhia está presente em 11 países.



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