Ano II – nº 167 – Fortaleza/CE – edição: 16.07.2010 |
Siderúrgica do Pecém: Vale vende 20% de futura siderúrgica à sul-coreana Posco
Exame.com -A gigante de siderurgia Vale, maior produtora e exportadora mundial de minério de ferro, anunciou hoje um acordo pelo qual cede 20% da participação na siderúrgica que está construindo no Ceará, a Posco, maior grupo siderúrgico sul-coreano.
O acordo acrescenta um novo parceiro estratégico à chamada Companhia Siderúrgica de Pecém (CSP), um projeto de US$ 4 bilhões que a Vale, que ficou com 50% da participação, constrói em associação por meio de uma joint venture com o também grupo sul-coreano Dongkuk (30%) e agora com a Posco (20%).
Posco, a maior produtora de aço da Coreia do Sul, fornecerá sua experiência à siderúrgica que está sendo construída no complexo industrial e portuário de Pecém e que terá capacidade inicial para produzir 3 milhões de toneladas de placas de aço ao ano, totalmente destinadas à exportação.
"Consideramos que o Brasil é o melhor lugar para produzir aço. Por isso estamos estimulando associações com nossos clientes para aumentar a produção no país", afirmou o presidente da Vale, Roger Agnelli, citado no comunicado divulgado pela empresa.
"A entrada deste novo sócio acrescenta ainda mais valor ao projeto, pois contaremos com a tecnologia e a experiência operacional da Posco em plantas siderúrgicas de grande porte", acrescentou Aristides Corbellini, diretor de Siderurgia da Vale.
A futura siderúrgica de Pecém, com início de operações previsto para 2004, poderá atingir uma capacidade de produção de 6 milhões de toneladas de aço ao ano em uma segunda fase e contará com uma planta termoeléctrica para produzir sua própria energia.
Segundo Agnelli, o acordo com a Posco demonstra o interesse dos investidores estrangeiros em projetos produtivos no Brasil.
Vale, um dos maiores abastecedores de minério de ferro das grandes siderúrgicas na Ásia, tem diversos projetos para construir plantas para a produção de aço no Brasil, para isso tem se associado a grandes grupos mundiais que usarão como matéria-prima o minério de ferro extraído no Brasil.
A empresa tem participação em projetos para a construção de siderúrgicas que preveem investimentos de US$ 21 bilhões e a produção de 18,5 milhões de toneladas de aço por ano, pouco menos da metade de toda da produção siderúrgica brasileira no ano passado (42,1 milhões de toneladas).
Entre os projetos, destaque para associação com o grupo alemão Thyssenkrupp, cuja primeira fase foi inaugurada neste ano no Rio de Janeiro.
Posco entra em projeto siderúrgico da Vale no Ceará
REUTERS (DENISE LUNA) - A Vale informou nesta sexta-feira que a maior siderúrgica da Coreia, a Posco, juntou-se ao projeto siderúrgico da mineradora no Ceará, do qual já é sócia a sul-coreana Dongkuk. A Posco terá 20 por cento do projeto e a Dongkuk 30 por cento, enquanto a Vale ficará com cerca de 50 por cento. O investimento previsto é de 4 bilhões de dólares.
A Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) terá capacidade para produzir 3 milhões de toneladas de placas de aço para exportação em uma primeira fase, que entra em operação em 2014, volume que poderá ser dobrado em uma segunda etapa.
A obra está na etapa de terraplenagem, iniciada em dezembro do ano passado.
O diretor de siderurgia da Vale, Aristides Corbellini, relatou que a entrada da nova sócia é estratégica e visa agregar valor "com a tecnologia e experiência operacional da Posco em usinas siderúrgicas integradas de grande porte".
Além de placas de aço, a CSP também produzirá energia elétrica para consumo próprio, sendo que o excedente será disponibilizado ao mercado nacional, acrescentou a nota da mineradora.
Os projetos siderúrgicos da Vale no Brasil vão acrescentar nos próximos anos produção de 18,5 milhões de toneladas de aço, contra a capacidade instalada atual no país em torno dos 40 milhões de toneladas.
Aço: Usiminas monta rede exclusiva de distribuidores
VALOR ECONÔMICO - A Usiminas traçou a meta de levar sua nova rede de distribuição exclusiva a todos os Estados em um prazo de três anos. O grupo das distribuidoras que se comprometeram a trabalhar apenas com a marca nasceu ontem com uma abrangência de 15 Estados, mas o plano é chegar ao restante do país no futuro, informou o vice-presidente de negócios da siderúrgica, Sergio Leite.
Para tanto, além da expansão das dez empresas atuais, novas distribuidoras poderão ingressar ao grupo. Leite diz, contudo, que novos contratos de exclusividade não estão sendo negociados no momento. "Estamos satisfeitos com nossos associados", afirma o executivo, acrescentando que a formação da rede resgata um sonho de dez anos da Usiminas.
A iniciativa segue a decisão da companhia de agregar todas as suas distribuidoras em uma única empresa: a Soluções Usiminas, que reuniu em janeiro as distribuidoras Rio Negro, Zamprogna, Dufer, Fasal e Usial, além da unidade industrial Usicort. O estabelecimento de contratos de exclusividade com as distribuidoras independentes é, portanto, o segundo passo importante da siderúrgica no processo de consolidação do setor.
Inicialmente, a rede é formada pelas empresas Benafer, DCL, Fátima, Fercoi, Kofar, Lapefer, Magalhães, Nova Fátima e Paulifer, além da própria Soluções Usiminas. A vantagem para essas distribuidoras é ter o suporte especial da siderúrgica na assistência técnica ao cliente final, junto com treinamentos na área comercial, entre outros benefícios. De acordo com Leite, uma marca da Usiminas identificará as associadas.
Em conjunto, as distribuidoras da rede comercializam aproximadamente 120 mil toneladas de aço por mês, sendo cerca da metade deste volume correspondente aos negócios da Soluções Usiminas. |