Ano II – nº 153– Fortaleza/CE – edição: 21.06.2010 |
Produção mundial de aço salta 29,1% em maio sobre um ano antes
REUTERS- A produção mundial de aço bruto em maio cresceu 29,1 por cento sobre o mesmo mês do ano passado, para 124,184 milhões de toneladas, informou nesta segunda-feira a Associação Mundial de Aço. O volume produzido de janeiro a maio avançou 29,8 por cento na comparação com os cinco primeiros meses de 2009, para 586,059 milhões de toneladas. A produção da China, maior produtor e consumidor do metal no mundo, subiu 20,7 por cento no mês passado, para 56,143 milhões de toneladas. Já a produção brasileira, segundo a associação, somou 2,856 milhões de toneladas em maio, ante 2,707 milhões de toneladas em abril e 1,894 milhão de toneladas um ano antes.
Para presidente da Vale, Brasil é o melhor lugar para construir siderúrgicas
Na inauguração da ThyssenKrupp CSA Siderúrgica do Atlântico, Roger Agnelli destacou possível aumento da demanda
EXAME.COM (BEATRIZ OLIVON) - Na manhã de sexta-feira (18/6), ThysenKrupp e Vale inauguraram a ThyssenKrupp CSA Siderúrgica do Atlântico, em Santa Cruz (RJ), próximo ao porto de Sepetiba. O projeto começou a ser pensado em 2004 e foi anunciado em 2006. Na inauguração, o presidente da Vale, Roger Agnelli, destacou o papel do Brasil nesse setor.
"Entendemos que o Brasil é o melhor lugar para produzir aço", disse Agnelli. A CSA surge em um momento de aquecimento econômico. "O grande problema de uma siderúrgica, quando se investe esse montante, é ter mercado para colocar", disse Agnelli. Segundo o presidente da Vale, o mercado brasileiro ainda não é grande o suficiente, mas deve crescer.
"Se a gente olhar o pré-sal, a necessidade de aço é imensa", disse Agnelli. Além dessa demanda crescente, a demanda pelo aço da Vale nos próximos cinco anos também será grande, segundo o presidente, e o excesso de produção de hoje deve acabar logo. O CEO da Thyssen, Ekkehard Schulz, estimou que, em três ou quatro anos, a economia global terá voltado à sua forma, e espera que nesse momento a CSA tenha atingido sua capacidade máxima "e produzir não cinco, mas seis milhões de toneladas", disse.
Agnelli afirmou que a demanda por minério continua firme, liderada pela China, uma vez que os EUA não são um grande consumidor de minérios brasileiros porque têm suas minas. "Se o preço vai flutuar, isso é o mercado que vai dizer. O que posso garantir é que o mercado continua muito firme", disse Agnelli.
A participação da Vale na CSA é de 26,87%, sendo o restante parte da ThyssenKrupp. O complexo siderúrgico vai aumentar em 40% as exportações brasileiras, segundo a Vale.
MAIS TRÊS : A CSA é a primeira das quatro siderúrgicas nas quais a Vale participa. Os projetos siderúrgicos nos quais a Vale está diretamente envolvida totalizam 21 bilhões de dólares, com geração de mais de 80.000 empregos na implantação, segundo a empresa.
Vale será sócia majoritária na Companhia Siderúrgica do Pecém
O diretor-presidente da Vale, Roger Agnelli afirma que o projeto do Pecém, orçado em US$ 4 bilhões, está caminhando dentro do previsto pelos sócios, e não descartou a hipótese de outros parceiros.
O POVO- 19/06 (LUIZ HENRIQUE CAMPOS) - A Vale vai assumir a participação majoritária na Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). A informação foi repassada pelo diretor-presidente da empresa, Roger Agnelli, durante a inauguração sexta-feira (18), na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA). Atualmente, a Vale tem 49% de participação na CSP, cabendo 51% do restante a empresa sul-coreana DongKuk.
Agnelli destacou ainda que o projeto do Pecém, orçado em US$ 4 bilhões, está caminhando dentro do previsto pelos sócios, e não descartou que outros parceiros possam ser agregados ao projeto. Em dezembro, teve início a fase de terraplanagem da CSP e caso não hajam problemas no cronograma a siderúrgica tem previsão de inauguração para 2013.
Agnelli disse também que a empresa já tem parte de sua produção destinada à Coreia do Sul, sede da DongKuk. O empreendimento inaugurado ontem - a CSA - teve início em 2004 e contou com investimentos de U$ 8,2 bilhões, sendo considerado o maior investimento privado do País nos últimos 15 anos e um dos mais modernos no mundo em termos de complexo siderúrgico. A planta da CSA começa a operar com produção inicial prevista de 5 milhões de toneladas de placa de aço anuais. A produção da CSA será toda destinada a exportação e representará um aumento de 40% nas exportações brasileiras do metal contribuindo com U$ 1 bilhão na balança comercial do Brasil.
Durante a execução do projeto, a Vale, que iniciou sua participação acionário com 10%, chegou a 26,87% (a alemã ThyssenKrupp com 73,13% de participação) devido às dificuldades impostas pela crise econômica a empresa alemã na Europa. Com a inauguração da CSA, a Vale, segundo anunciou a direção da empresa, consolida uma estratégia de longo prazo que envolve ainda a construção da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), da Aços Laminados do Pará (Alpa) e da Companhia Siderúrgica Ubu (CSU), a ser instalada em Anchieta, no Espírito Santo.
E-Mais
>O presidente Lula aproveitou o encontro para dizer que a inauguração da CSA é um exemplo de que os investidores que vierem para o Brasil podem confiar que estão lidando com pessoas sérias. Ele disse que muitas pessoas dentro do próprio País não acreditavam que o empreendimento ficasse pronto, destacando que a própria Vale assumiu uma parte maior do projeto quando a empresa alemã enfrentou dificuldades financeiras para levar a CSA adiante.
>Ao falar durante o encontro o presidente da empresa que detém 73,13% de participação na CSA (ThyssenKrupp), Ekkehard Schulz, destacou que o investimento no novo empreendimento é o maior de toda a história da empresa na América do Sul e que não teria sido possível sem o apoio dos governos federal, estadual e municipal. > O presidente Lula elogiou a empresa alemã que capitaneia o investimento por ter mantido os planos apesar da crise financeira em 2009 e parabenizou também a Vale, que aumentou sua participação no negócio.
Produção e consumo de aço no País
O POVO - Durante coletiva à imprensa, o diretor-presidente da Vale, Roger Agnelli, ressaltou que a estratégia é promover o consumo de minério no Brasil apoiando o desenvolvimento do setor siderúrgico no País. “Entendemos que o Brasil é o melhor lugar do mundo para se produzir aço, e por isso, estamos estimulando parcerias com nossos clientes para aumentar a produção no País”.
Os projetos a longo prazo da Vale envolvem recursos em torno de U$ 21 bilhões na expectativa de gerar mais de 80 mil empregos diretos e 52 mil indiretos, além de acrescer em 18,5 milhões de toneladas por ano a produção siderúrgica brasileira. Em 2009, com base em dados do Instituto Aço Brasil, essa produção foi de 42,1 milhões de tonelada.
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