Notícia

 

Ano II – nº 152– Fortaleza/CE – edição: 18.06.2010

 

Imposto sobre aço pode cair contra alta de preços
AGÊNCIA BRASIL (Renata Giraldi) -  Preocupada com eventuais reajustes dos preços de fogões, geladeiras, máquina de lavar e veículos, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) deve avaliar amanhã (17) a hipótese de reduzir o imposto de importação do metal. O aumento que as siderúrgicas brasileiras devem promover no preço do aço pode ter impacto nesses produtos finais. As empresas alegam que a alta é provocada pelo reajuste do preço internacional do aço.
A ideia é incluir apenas alguns itens de aço nas listas de exceção do Mercosul, o que levaria à redução do imposto de importação do minério. Por meio de um acordo, os quatro países do bloco prorrogaram até 31 de dezembro de 2011 as listas de exceção à Tarifa Externa Comum (TEC).
A proposta de redução do imposto deve ser apresentada pela equipe do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. Para o ministro, essa seria a alternativa para evitar o aumento de preços de produtos que estimulam a aceleração da economia por meio do estímulo ao consumo.
Na semana passada, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Miguel Jorge sinalizou que os técnicos preparam a proposta de redução do imposto do aço. "O ministério está acompanhando e podemos tomar alguma medida para contrapor a esse aumento de preço", disse ele.
Usinas insistem na manutenção de alíquota
VALOR ECONÔMICO - Na reunião com os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Desenvolvimento, Miguel Jorge, na quarta-feira, as empresas siderúrgicas argumentaram que o Brasil importou nos primeiros cinco meses do ano cerca de 5 milhões de toneladas de aço. "Isto equivale aproximadamente à produção da nossa unidade de Ipatinga em um ano. É um sinal consistente de que não há risco de desabastecimento do mercado e não há, portanto, o que justifique a redução de alíquotas. Não vemos razão para essa discussão", comentou ontem o presidente da Usiminas, Wilson Brumer, que participou da reunião.
Brumer afirmou que os ministros limitaram-se a "ouvir com educação" a argumentação dos empresários do setor, mas a Câmara de Comércio Exterior (Camex) retirou de sua pauta de discussões a redução da alíquota do Imposto de Importação (II) sobre o aço.
O executivo não quis comentar a decisão judicial do 6º Tribunal Regional Federal que confirmou a multa do Conselho de Administração de Defesa Econômica (Cade), órgão do Ministério da Justiça, que condenou a CSN, a Usiminas e a sua subsidiária Cosipa por formação de cartel em 1996. Em valores nominais da época, a condenação foi de R$ 51 milhões. "Este é um assunto que está nas mãos de nosso departamento jurídico", limitou-se a dizer.
Brumer participou ontem de um encontro de grandes consumidores promovido pela Cemig. O executivo reclamou do alto custo da energia elétrica para a indústria siderúrgica. Segundo Brumer, houve uma elevação de tarifas de 150% desde 2002, enquanto a inflação no período foi de 83%. Esse aumento fez o custo da energia elétrica alcançar 8% do preço final dos produtos, cifra que pode chegar a 40% na fabricação de ferro-ligas e a 35% na de alumínio. "Não existe mais viabilidade econômica para novos projetos de produção destes itens", afirmou.
Siderurgia: Depois da CSA, Vale vai acelerar a Alpa no Pará
VALOR ECONÔMICO - Na agenda da Vale, a Aços Laminados do Pará (Alpa), em Marabá, será a segunda usina a entrar em operação depois da ThyssenKrupp CSA, inaugurada hoje. A Vale é minoritária na CSA, controlada pelo grupo alemão ThyssenKrupp, o maior investimento da multinacional no mundo. Na Alpa, por seu lado, a vale terá 100%. essa fábrica de placas vai custar US$ 3,2 bilhões.
Atendendo em 2009 as pressões do presidente Lula - que comparecerá hoje ao evento na CSA, em Santa Cruz, município do Rio -, a Vale fará da Alpa sua usina mais sofisticada. Ela vai fabricar placas e laminados a quente e a frio. Com isso, pretende também agradar a governadora do PT, Ana Julia Carepa. Ela reivindicou que a Vale produzisse valor agregado no Pará, onde extrai grande parte do minério que exporta para o mundo.
Depois de conversas com Lula, em meio à crise financeira e econômica global, a direção da Vale, que já estava tocando os projetos das siderúrgicas CSA e a cearense Ceará Steel, ampliou seu portfólio de aço com mais dois projetos: o da siderúrgica paraense e a de Ubu, no Espírito Santo.
Nos cálculos de Aristides Corbellini, diretor de siderurgia da Vale, a companhia pretende colocar no mercado nos próximos quatro anos 18,5 milhões de toneladas de aço bruto, em projetos correspondentes a um investimento de US$ 21 bilhões.
Corbellini está otimista com o andamento das obras da usina de Marabá, considerada "a menina dos olhos da Vale", no entender de fontes do setor de mineração. A usina recebeu esta semana a licença de instalação e já foi dada a partida às obras de terraplanagem. "No dia 22, Lula vai visitar a obra", disse o executivo.
A Alpa deve começar a produzir a primeira placa em 2013. A usina terá uma instalação para produzir 2,5 milhões de toneladas de placas que será 100% da Vale (terá um alto-forno e dois convertedores). A unidade de laminação será instalada e tocada pela Aço Cearense, empresa que sera majoritária com 75% no negócio. A Vale terá 25% da laminação. A Alpa terá também uma pequena linha de galvanização de 150 mil toneladas ao ano.
Boa parte das placas fabricadas na Alpa, 750 mil toneladas, vão ser consumidas pela laminação da própria usina. Os restantes 1,85 milhão de toneladas serão exportadas para a Califórnia Steel, laminadora americana com controle compartilhado entre a Vale e a japonesa JFE Steel.
A Ceará Steel, localizada em Pecém (CE), é a usina que a Vale está construindo com a coreana Dongkuk. Vai produzir 3 milhões de toneladas de placas a partir de 2014. É orçada em US$ 4 bilhões.
Ubu, o mais novo projeto de aço da mineradora, deverá fazer 5,2 milhões de toneladas de placas e ter investimento de US$ 6,2 bilhões. A Vale pretende tocá-lo sozinha até receber as licenças ambientais. Só no último trimestre do ano vai escolher um sócio.
Metais: Acionistas vão avaliar venda ou associação para a Paranapanema
VALOR ECONÔMICO - Os maiores acionistas da Paranapanema, Previ, BNDESPar e Petros, estão dispostos a vender o controle da companhia. Não há um acordo de acionistas que estabeleça um grupo de controle formal da empresa, mas a intenção seria vender as participações em bloco para conseguir um valor mais alto. As fundações e o BNDES contrataram o banco Itaú BBA para procurar interessados na empresa, agora saneada financeiramente.
Fontes próximas afirmam que os fundos de pensão consideram que a participação na Paranapanema, refinadora de cobre eletrolítico e produtora de semimanufaturados de cobre, não é estratégica como sua participação na Vale, por exemplo. "Estamos contratando um banco para ver qual é a melhor alternativa para este ativo, se é a venda de controle ou a possibilidade de encontrar um sócio estratégico", afirma o representante de uma fundação. Os principais acionistas são todos financeiros e não têm interesse estratégico no negócio. Até agora, entretanto, não há nada em negociação com interessados. A Previ é a maior acionista, com 24% do capital, seguida pelo braço de participações do BNDES, com 17%, e Petros, com 12%. O empresário Silvio Tini tem 8% e o fundo Sistel, 4,4%.
No porte atual, e sem uma mina, os acionistas consideram que a Paranapanema é pequena demais para ser uma "smelter" (fundição de cobre), que consiga negociar bem com fornecedores (mineradoras de concentrado de cobre), e não é um ativo estratégico em mineração. Muitos dos maiores sócios hoje aumentaram suas participações em sucessivas reestruturações financeiras da companhia.
Um dos grupos que poderá ser contatado é o alemão Aurubis, com o qual existe contato há algum tempo. Entretanto, os acionistas já sabem que o Aurubis - que produz cinco vezes mais que a Paranapanema e fatura mais de € 6 bilhões ao ano - não tem interesse no controle da empresa, mas apenas numa participação minoritária. Consultada, a chefe da área de comunicação da Aurubis, Michaela Hessling, afirmou que a empresa alemã não fez nenhuma oferta aos acionistas e não foi procurada pelo Itaú BBA sobre o assunto. Procurados pelo Valor, Previ, Petros, Sistel, Tini e Itaú BBA preferiram não comentar.
Com metalurgia na Bahia, em Dias D'Ávila, apta a fazer 240 mil toneladas por ano, e unidades de fabricação de laminados, tubos, conexões e outros itens em Santo André (SP) e Serra (ES), a Paranapanema teve receita líquida de R$ 2,5 bilhões no ano passado e lucro líquido de R$ 194 milhões. Saneada financeiramente, no fim de março a dívida líquida da companhia era negativa em R$ 213 milhões. No momento, a empresa tem em curso um plano de investimentos para elevar a capacidade e modernização de R$ 500 milhões até 2013.
Procurada, a direção da Paranapanema, comandada por Luiz Antônio Ferraz Júnior, que coordenou o processo de reestruturação da empresa, informou que não iria se manifestar sobre o assunto e que com a Aurubis mantém-se apenas uma relação comercial.
ThyssenKrupp CSA Siderúrgica do Atlântico é inaugurada hoje
O complexo vai aumentar em 40% as exportações brasileiras
O complexo siderúrgico ThyssenKrupp CSA Siderúrgica do Atlântico - parceria da Vale com a alemã ThyssenKrupp anunciado pelas empresas como o mais moderno do mundo - recebeu investimentos de 5,2 bilhões de euros (8,2 bilhões de dólares) e vai produzir cinco milhões de toneladas por ano de placas de aço, aumentando em 40% as exportações brasileiras. É o maior investimento privado realizado no Brasil nos últimos 15 anos. Quando o projeto foi anunciado, em 2006, a Vale participaria com 10% dos investimentos. Em julho do ano passado, porém, foi assinado um acordo ampliando a fatia da mineradora para 26,87%, mediante um novo aporte de capital de 965 milhões de euros. Instalada em Santa Cruz (RJ), próximo ao porto de Sepetiba, a CSA é apenas a primeira das quatro siderúrgicas nas quais a Vale participa.
Lula participa de inauguração de complexo siderúrgico no Rio
AGÊNCIA BRASIL (VLADIMIR PLATONOW) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa hoje (18) da inauguração da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), o maior complexo siderúrgico da América Latina, no Distrito Industrial de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. O empreendimento é resultado de uma parceria entre a empresa alemã ThyssenKrupp, com 73,13% de participação, e o grupo brasileiro Vale, com 26,87%, responsável pelo fornecimento do minério de ferro. A inauguração está marcada para as 10h. Segundo informações da empresa, a CSA é o maior investimento privado realizado no Brasil nos últimos 15 anos, totalizando US$ 8,2 bilhões. Serão produzidas 5 milhões de toneladas de chapas de aço por ano, o que aumentará as exportações de aço do país em 40%. Do total, 60% serão vendidos para os Estados Unidos e 40% para a Alemanha. O complexo ocupa área de nove quilômetros quadrados, o equivalente a duas vezes a área do bairro de Copacabana, formado ainda por um porto com dois terminais: um para receber carvão mineral e outro para exportar a produção. Durante a construção, foram gerados 30 mil empregos diretos. Na fase de operação, serão empregados 3,5 mil trabalhadores.
ThyssenKrupp reduzirá produção de aço na Alemanha
AGÊNCIA ESTADO (CLARISSA MANGUEIRA) - A siderúrgica alemã ThyssenKrupp disse que planeja cortar parte de suas operações de processamento de aço manufaturado no terceiro trimestre na Alemanha devido a ajustamentos técnicos. "Trata-se sobretudo das siderúrgicas de tiras a quente em Duisburg e Bochum, que exigem ajustes finos na sequência de melhorias", disse um porta-voz da ThyssenKrupp Steel Europe, unidade europeia de aço da companhia. Como resultado dos cortes, a capacidade de produção disponível no terceiro trimestre será 10% menor que o planejado, acrescentou o porta-voz. A empresa planeja também desligar partes de sua linha de revestimento por imersão a quente, em Finnentrop, em razão de trabalhos de reparos, após a ocorrência de uma explosão na fábrica em maio, e a linha de recozimento contínuo, em Dortmund, afirmou o porta-voz da ThyssenKrupp. Segundo ele, essas interrupções vão durar por várias semanas. A produção de placas de aço, no entanto, continuará a plena capacidade, por conta da limitada capacidade para a produção dessas placas, disse ele. As informações são da Dow Jones.
Baosteel cede discretamente à alta de preço do minério no 3o tri

REUTERS -  A Baosteel, maior siderúrgica chinesa, não concordou formalmente com o preço do minério de ferro no terceiro trimestre, mas pode ter que engolir o valor que for imposto pelas grandes mineradoras, afirmou um representante da empresa nesta sexta-feira.

Sob condição de anonimato, o representante disse à Reuters que é muito improvável que a empresa concorde oficialmente com qualquer aumento de preços, mas que, na verdade, enfrenta poucas opções a não ser aceitar o aumento em uma "base temporária", para assegurar que seus fornos funcionem normalmente.
Enquanto a China insiste que as negociações de preço com Vale, Rio Tinto e BHP Billiton continuam, suas usinas ganharam permissão para firmar acordos "temporários", afirmou a Associação de Ferro e Aço da China este ano. O representante da Baosteel, que participou das discussões internas da empresa sobre o preço do minério de ferro, disse que ainda não está claro quais serão os preços no terceiro trimestre e que as três grandes fornecedoras estão propondo aumentos de 20 a 30 por cento, todas com base no índice Platts de minério de ferro.
Na quinta-feira, Chen Ying, vice-presidente da Baosteel, jogou água fria nos artigos da imprensa sugerindo que a empresa já teria concordado com uma alta de 23 por cento de alta para o período julho-setembro. "Com certeza eu não ouvi este tipo de informação, de que a Baosteel já aceitou uma alta no preço de minério de ferro de 23 por cento", teria afirmado ela.
No início do ano, as três mineradoras substituíram o sistema anual de reajuste de preços por um novo mecanismo de preços baseado em índice, e disseram que os preços em cada trimestre seriam baseados na média do mercado à vista registrada no trimestre anterior.


 

Av. Barão de Studart, 1980 – 3º andar – sala 309 – Edifício Casa da Indústria – FIEC - Fone/Fax: (85) 3224-6020/3224-6557
 
Sindicato Filiado ao Sistema FIEC