Ano II – nº 148– Fortaleza/CE – edição: 09.06.2010 |
Presidente da Usiminas ainda avalia aumento nos preços do aço
Várias siderúrgicas já sinalizaram que vão elevar os preços em consequência do aumento das cotações do minério de ferro e do carvão.
AGÊNCIA ESTADO - O presidente da Usiminas, Wilson Brumer, disse nesta quarta-feira, 9, que a companhia ainda avalia um eventual aumento nos preços do aço neste ano. "Não queremos nos antecipar sem estudar a situação, mas certamente se há um aumento de preços de matérias-primas, não podemos fechar os olhos." Durante a divulgação dos resultados do primeiro trimestre, várias siderúrgicas, dentre elas a Usiminas, sinalizaram que vão elevar os preços em consequência do aumento das cotações do minério de ferro e do carvão. A Vale vai reajustar a tonelada do minério, a partir de julho, em cerca de 35%. Segundo Brumer, o setor siderúrgico tem consciência de que seus clientes precisam elevar a competitividade, mas essa pressão de custo não pode ser ignorada. "Ninguém aumenta preço porque quer," frisou durante a realização do "Fóruns Estadão - Região Sudeste", promovido pelo Grupo Estado.
O executivo argumentou que as siderúrgicas precisam manter margens adequadas para cumprir os investimentos programados. O setor deve aplicar cerca de US$ 40 bilhões até 2016 em expansão de fábricas e instalação de novas usinas no País. A respeito da possibilidade de o governo zerar as tarifas de importação do aço, o presidente da Usiminas disse que esta é uma questão que tem de ser negociada entre o setor e o governo. Segundo ele, já há um excesso de aço importado no Brasil. "O governo deveria estar preocupado com a importação de produtos que contenham aço." De acordo com ele, se considerados o aço mais os produtos de aço importados, o volume chega a cinco milhões de toneladas, o equivalente à produção anual da unidade de Ipatinga (MG) da Usiminas. "Certamente não estamos gerando emprego, nem movimentando nossa economia."
A respeito dessa questão, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, defendeu também a negociação entre governo e setor privado, mas disse que não é bom o governo ficar falando em baixar alíquota de importação. "Parece ameaça ao setor produtivo, mas este é um mecanismo que pode ser utilizado." Ontem (dia 08), o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, afirmou que o governo ainda não tem evidências de um aumento abusivo no preço do aço doméstico, que justificaria uma redução da alíquota do imposto de importação do produto.
MINÉRIO : O presidente da Usiminas disse também que num futuro próximo as negociações de preços do minério podem passar a ser mensais. Antes do aprofundamento da crise econômico/financeira global, no final de 2008, as negociações costumavam ocorrer me bases anuais. Após a crise, elas passaram a ser feita s cada trimestre. Brumer não especificou quando essas negociações poderão começar a ser feitas em base mensal e descartou a possibilidade de que isso ocorra ainda neste ano. Ele disse, contudo, que essa será uma realidade do setor. "Teremos que aprender a conviver com ela", afirmou durante "Fóruns Estadão - Região Sudeste", promovido pelo Grupo Estado e que discute as possibilidades para o desenvolvimento econômico e social das regiões do País.
Açotubo e Gerdau fecham acordo para distribuição de barras forjadas
Parceria resultará em preços e prazos mais competitivos no mercado e maior variedade de produtos
EXAME - A Açotubo, maior distribuidora de tubos e barras de aço do país, anunciou acordo com a siderúrgica Gerdau para a distribuição de barras forjadas. A parceria vai ampliar a linha de produtos da Açotubo e possibilitará aos clientes da empresa melhores preços e rapidez de entrega.
As barras forjadas têm diversas aplicações como eixos de moenda de cana, cilindros de laminação, colunas de prensas, engrenagens, eixos de turbinas e ventiladores industriais.
"O produto é utilizado principalmente, em setores econômicos como sucroalcooleiro, de máquinas e implementos agrícolas, de equipamentos rodoviários e na indústria naval", disse em comunicado Antonio Abbud, gerente de vendas da Açotubo. "Nessas aplicações de responsabilidade, não há espaço para materiais que não tenham garantia de origem e de rastreabilidade da matéria-prima.
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