Ano II – nº 139 – Fortaleza/CE – edição: 24.05.2010 |
Alumínio: Novelis vai ampliar a reciclagem
VALOR ECONÔMICO - A fabricante de alumínio Novelis, subsidiária da indiana Hindalco Industries, um dos maiores produtores integrados do metal da Ásia, anunciou na sexta-feira investimento de US$ 15 milhões em sua operação de reciclagem no Brasil. Com isso, vai ampliar a capacidade dessa instalação, em Pindamonhangaba (SP), de 150 mil para 200 mil toneladas anuais.
A empresa informou que o investimento envolve a instalação de dois novos fornos e melhorias de processo. Isso permitirá elevar a capacidade de transformação (refusão) de latinhas usadas de bebidas e outros materiais de alumínio. Após transformados em lingotes, esses materiais são laminados e convertidos em chapas no próprio complexo de laminação de Pinda.
A Novelis é a única fornecedora de chapas de alumínio do país para fabricação de latas para bebidas, com capacidade em torno de 300 mil toneladas por ano, e a maior recicladora do metal - em 2009 processou 8 bilhões de latinhas. A expansão da reciclagem, prevista para ficar pronta no fim de 2010, vai permitir elevar em 20% a produção de lingotes para chapas, assegurou em seu comunicado.
Além do complexo de Pinhamonhangaba, a Novelis tem ativos produção de alumínio primário em Aratu (BA) e Ouro Preto (MG), de laminação em Santo André (SP) e nove usinas hidrelétricas em Minas Gerais. No mundo, a empresa atua em 11 países e obteve receitas de US$ 10.2 bilhões no ano fiscal de 2009
Na semana passada, a Novelis firmou contrato plurianual para fornecer chapas à Rexam, líder nacional no mercado de latas de alumínio para bebidas. Segundo o acordo, a Novelis será a principal fornecedora do metal para o corpo, a tampa e o anel das latas fabricadas pela Rexam em suas dez unidades no Brasil e na Argentina.
Abimaq contesta importação de usados
VALOR ECONÔMICO - A Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) está questionando os dados do governo federal sobre a importação de máquinas e equipamentos usados. A entidade afirma ter detectado a partir de 2009, um súbito crescimento das queixas de empresas nacionais fabricantes de máquinas, que alegam estar perdendo espaço no mercado brasileiro para as importações de produtos usados. De acordo com a Abimaq, as queixas mais que dobraram desde o início de 2009.
Dados do Ministério do Desenvolvimento não indicam crescimento relevante da proporção entre as importações de máquinas e equipamentos usados e novos. Os números mostram que, de março de 2009 a abril de 2010, a participação das máquinas usadas no total importado pelo país (usadas e novas) foi de 1,16%. De março de 2008 a abril de 2009, a proporção foi de 0,83%. As importações de máquinas novas e usadas somaram US$ 22,2 bilhões entre março de 2009 e abril de 2010.
As importações de máquinas usadas são controladas pelo governo para evitar que o produto já usado no exterior seja comprado, por ser mais barato, no lugar de máquinas semelhantes fabricadas no Brasil, o que prejudicaria a indústria nacional. O controle tem por base uma série de normas do Ministério do Desenvolvimento, que foram alteradas nos primeiros meses de 2009. Logo em seguida à mudança, a Abimaq informou ter notado o aumento das reclamações dos fabricantes, que viram seus produtos trocados pelos usados importados. Para a Abimaq, as alterações nas normas flexibilizaram as exigências do governo e passaram a permitir que as máquinas usadas entrassem no país com mais facilidade.
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