Notícia

 

Ano II – nº 135 – Fortaleza/CE – edição: 14.05.2010

 

Suzlon tem interesse de instalar fábrica no Ceará

Atualmente, apenas duas empresas fabricam aerogeradores no Brasil: a Wobben/Enercon, em São Paulo, e a Impsa, em Pernambuco.

 

O ESTADO - A empresa indiana Suzlon pretende construir no Brasil uma fábrica de aerogeradores (turbinas eólicas) e o Ceará é a principal opção de local para a instalação do empreendimento, uma vez que o Estado possui um grande potencial gerador de energia eólica.

A fim de conhecer a infraestrutura local e de conversar com o governador Cid Gomes sobre o assunto, o presidente e fundador da Suzlon, Tulsi Tanti, desembarcou no Ceará no início desta semana. O encontro entre o empresário indiano e o governador está marcado para o próximo dia 19, no palácio Iracema, mas ainda não há horário definido.

Assim como os fabricantes alemães, seus principais concorrentes no segmento de aerogeradores, a Suzlon percebeu que o Brasil e o Ceará estão investindo na geração de energia eólica, configurando-se um excelente mercado consumidor.

De acordo com a assessoria da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece), esta é a primeira visita do presidente da Suzlon ao Ceará e, apesar de ainda não haver nada definido, existe uma grande possibilidade de a empresa indiana ser instalada no Estado, devido à qualidade dos ventos e à operação de grandes parques eólicos no Ceará.

CONVERSÃO: As negociações para a tração da fábrica da Suzlon para o Ceará foram iniciadas no começo de 2009, pelo então presidente da Adece, Antônio Balhmann. A Suzlon já instalou 182 turbinas eólicas no Estado. Os aerogeradores são aparelhos responsáveis pela conversão de energia eólica em energia elétrica. Atualmente, apenas duas empresas fabricam aerogeradores no Brasil: a Wobben/Enercon, em São Paulo, e a Impsa, em Pernambuco.

 

Preço do aço eleva custo de turbina eólica

As indústrias do setor cobram incentivos para a produção local, pois hoje é mais barato trazer os equipamentos fabricados na Índia e na China

 

JORNAL DO COMMÉRCIO – PE (Adriana Guarda) - O preço do aço no mercado nacional e a alta carga tributária são fatores que inibem a competitividade brasileira no mercado de fabricação de turbinas eólicas. Mesmo pagando frete e uma tarifa de importação de 14%, é mais barato trazer os equipamentos fabricados na Índia e na China. Hoje, o custo de produção nacional chega a ser 20% mais alto. No momento em que o grupo Gonvarri inaugura a sua primeira fábrica de torres eólicas fora da Espanha, no Complexo de Suape, e já anuncia um segundo investimento no Estado, as indústrias do setor voltam a cobrar por mudanças que incentivem a produção local.

No caso do aço, importar da Coreia do Sul, China e Índia sai mais em conta do que comprar da Usiminas – única fornecedora do tipo de aço específico para a fabricação das turbinas. Outra dificuldade é que para garantir financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) por meio do Finame (financiamento para máquinas e equipamentos) é exigido um índice de nacionalização de 60% nas turbinas. “Se o aço for importado, já fica difícil alcançar esse índice”, afirma Paulo Alexandre Ferreira, gerente comercial da Wind Power – fábrica de aerogradores do grupo argentino Impsa em Suape.

O executivo explica que o índice de nacionalização e o preço são os dois pontos de discussão para que a Wind Power compre as torres eólicas da Gonvarri, ao invés de trazer de São Paulo e do Rio Grande do Sul. Este ano, a indústria precisa entregar 200 turbinas e vai precisar adquirir as torres. Ontem, os presidentes da Impsa, Luís Pescarmona, e da Gonvarri, Jon Riberas, voltaram a discutir, em Pernambuco, a parceria entre as duas companhias.

Ferreira conta que a situação era ainda pior antes de o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) aumentar a tarifa de importação para 14%. “Com as turbinas importadas entrando no Brasil sem pagar nada, a competitividade local era ainda pior”, conta. O executivo lembra que está em tramitação no Congresso Nacional o Projeto de Lei 630, de relatoria do deputado Fernando Ferro, que traz uma espécie de regulamentação do cluster eólico no País. “Mas não existe previsão de aprovação do projeto”, lamenta.

Além do preço do aço, os equipamentos fabricados no Brasil têm uma carga tributária de 40%, que inclui o pagamento de ICMS, IPI, PIS e Cofins. “Todos esse fatores fazem com que a geração eólica continue sendo cara no Brasil, porque o custo dos equipamentos é alto”, pondera Ferreira. No dia 18 de junho, o governo vai realizar o segundo leilão de eólica no País, Mas os bons ventos ainda dependem de ajustes no mercado.

 

Gonvarri Wind Towers anuncia nova fábrica

Durante inauguração da fábrica de torres eólicas, em Suape, diretora do grupo Gonvarri anunciou a decisão de instalar segunda unidade do grupo em Ipojuca. Investimento previsto é de R$ 35 milhões

 

JORNAL DO COMMÉRCIO-PE (ADRIANA GUARDA) - Pernambuco vai sediar a segunda fábrica da Gonvarri Wind Towers no Brasil. O Estado estava disputando a indústria com Santa Catarina (Joinville) e Campinas (SP), mas a diretoria do grupo espanhol anunciou que faltam apenas detalhes para instalar o empreendimento no município de Ipojuca. A decisão foi anunciada ontem, durante a inauguração oficial da unidade de torres eólicas do grupo no Complexo de Suape, que reuniu o staff de executivos espanhóis da empresa, no Complexo de Suape, e contou com a participação do governador Eduardo Campos (leia matéria ao lado). A nova indústria vai fabricar flangs (anéis metálicos que unem as partes das torres eólicas) e deve receber investimentos de R$ 35 milhões.

Hoje, a Gonvarri importa flangs da Europa e do México para garantir a produção das torres. O presidente do grupo, Jon Riberas, diz que a unidade vai ocupar uma área de 11 hectares e geram 200 empregos diretos. Para atender à unidade de torres, a fábrica terá que produzir 6 mil flangs por ano. “Para nós é melhor que a planta fique em Pernambuco porque consolida o nosso conjunto industrial eólico e facilita a logística, mas precisamos conseguir um bom terreno, com preço razoável e com infraestrutura”, destaca. O executivo explica que depois de tomada a decisão, a expectativa é que a indústria seja erguida num curto prazo de 8 meses.

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho, comemorou a consolidação do polo de equipamentos para a geração de energia eólica no Estado. “Junto com a Impsa (fabricante argentina de aerogeradores) a Gonvarri reforça o cluster eólico e também poderá fabricar flangs para outros setores importantes para o Estado, a exemplo do petroquímico e do sucroalcooleiro, que também demandam esse tipo de produto”, diz.

O governador Eduardo Campos sugeriu que a implantação das duas unidades da Gonvarri poderá ser apenas o começo da presença do grupo no Estado. “O grupo também fornece peças para o setor automotivo, outro segmento que estamos apoiando no Estado. Na semana passada inauguramos a central de distribuição da GM em Suape”, lembrou. Na área automotiva, o grupo espanhol faz planos de construir até cinco fábricas no Brasil.

 

RM Eólica já tem 300 encomendas em carteira

JORNAL DO COMMÉRCIO/PE - Com capacidade para produzir 1.000 torres eólicas por ano, a RM Eólica (fábrica do Grupo Gonvarri em Suape) é a primeira construída no Brasil com foco exclusivo no setor e a número um fora da Espanha, onde conta com uma unidade capaz de fabricar 750 turbinas por ano. A indústria local recebeu investimento de 37 milhões (R$ 82,5 milhões) e vai atender prioritariamente o mercado brasileiro, que poderá demandar 1.200 torres com a contratação de 1.800 MW de energia eólica no próximo leilão do governo federal, previsto para o próximo mês.

A RM Eólica, que começou a ser construída em janeiro de 2009 e iniciou a produção das torres em outubro do mesmo ano, já conta com 300 encomendas em carteira. Só a companhia dinamarquesa Vestas fechou pedido de 150 equipamentos. “Começamos fabricando 12 torres por mês e esperamos alcançar a meta de 80 por mês, em novembro próximo”, adianta o CEO da Gonvarri, Jon Riberas. O executivo destaca que o atendimento ao mercado brasileiro será prioridade, mas não está descartada a possibilidade de aproveitar a localização privilegiada do Complexo de Suape para exportar. A previsão é que a fábrica pernambucana gere um faturamento de US$ 100 milhões por ano.

A mão de obra contratada para a fábrica foi selecionada no Cabo de Santo Agostinho (município-sede) e nas cidades vizinhas. Integrado principalmente por soldadores, caldeireiros e esmerilhadores, o quadro de funcionários foi treinado pela escola do Senai do Cabo e pela própria empresa, que trouxe quadros da Espanha para qualificar os colaboradores.

Durante a inauguração da RM Eólica, os convidados fizeram uma visita guiada pela fábrica. As torres chegam a ter até 115 metros de altura e pesam cerca de 100 toneladas. As entregas são feitas por carretas de empresas terceirizadas.

 

Empresa de SP se muda para Sobral

 

O POVO - Sobral deve ganhar uma nova empresa nos próximos seis meses. É a Companhia Geral de Soluções (CGS), empresa paulista que produz, reforma e oferece manutenção à máquinas na área de laticínios, frigoríficos, açougues, supermercados e sorveterias. A empresa está se transferindo de Ribeirão Preto para o interior do Ceará.

O diretor da empresa, Rubens Biscaro, explica que a mudança se dá pelo fato de o Nordeste não conter com nenhuma fábrica nesse perfil. "Fortaleza nos acolheu muito bem", aponta Biscaro. Com decisão tomada, a empresa agora busca terreno para se instalar.

Segundo ele, a empresa deve investir R$ 20 milhões em Sobral. Isso deve gerar entre 100 e 120 empregos diretos. De acordo com o diretor, representantes da empresa já estiveram em Sobral visitando, inclusive, algumas escolas técnicas a fim de absorver a mão de obra local.

"Vamos fazer mão de obra local, vamos trazer algumas pessoas com bagagem da empresa, mas queremos utilizar a mão de obra local``, observa o diretor. A produção da CGS abastece o mercado interno e é exportada para alguns países da África. Com a mudança, o diretor destaca pretender oferecer produtos e serviços mais baratos para o Nordeste.

 

Metais: Companhia espera ter parceiro estratégico na empresa de minério de ferro e logística até fim do ano

Usiminas deverá ter um sócio estrangeiro

 

VALOR ECONÔMICO - A Usiminas negocia ainda para este ano a criação de uma nova empresa que vai reunir seus ativos minerais, a sua participação de 20% na ferrovia MRS Logística e o seu terreno para a construção de um terminal marítimo em Sepetiba (RJ). Segundo o novo presidente da empresa, Wilson Brumer, um sócio estratégico estrangeiro deve entrar no negócio com cerca de 20% do capital. Em um segundo momento, provavelmente em 2011, a nova empresa pretende abrir o capital, pulverizando até 25% de suas ações.

"É o caminho que está sendo adotado por outras empresas que contam com ativos minerais. É preciso que o mercado reconheça o valor do que a empresa possui", disse Brumer ao divulgar ontem os resultados da Usiminas no primeiro trimestre. O executivo adiantou apenas que o novo sócio não será da China. Com este projeto, a Usiminas faz um movimento semelhante ao executado pela rival CSN, que participa de uma sociedade para o controle de seus ativos minerais em Congonhas (MG) e que já prepara a abertura de capital da mineradora Casa de Pedra.

No comando da empresa há quinze dias, Brumer divulgou o balanço ontem acompanhado de toda a diretoria, inclusive de um representante da acionista Nippon Steel, o japonês Takeshi Hirao, que nunca participara da divulgação de resultados. No encontro, Brumer afirmou que assumiu com a missão de melhorar os resultados operacionais da empresa e o clima interno de trabalho.

O executivo relatou a sua ofensiva para reter grandes contratos da empresa. Na última segunda, a Usiminas ganhou uma licitação para fornecer 7,7 mil toneladas de chapas grossas para a produção de um navio para a Transpetro, subsidiária da Petrobras, no Estaleiro Mauá. Essa é uma pequena parte de um programa de compras de 400 mil toneladas da Transpetro para seu programa de frota naval. De acordo com o vice-presidente de negócios da Usiminas, Sérgio Leite, duas outras licitações devem ocorrer nos próximos dois meses, mas com volume ainda não divulgado. "Nossa intenção é participar de todas", diz.

A Usiminas já vendeu 40 mil toneladas para a Transpetro, incluindo o lote desta semana, mas estava ameaçada de perder o cliente. Ao fixar os critérios para as aquisições, a estatal de navegação decidira que não iria levar em conta a procedência de aço. "Nossa a preferência é comprar o aço do Brasil, desde que o preço seja competitivo em nível internacional", afirmou o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, em uma declaração divulgada pela própria Usiminas.

A diferença de preço entre a chapa grossa produzida pela Usiminas e a chinesa chegou a 30% no ano passado, mas está em queda, segundo afirmou Sérgio Leite. "Há uma nova situação cambial e um grande aumento da matéria-prima e essa diferença se estreitou a tal ponto que ganhamos com o menor preço uma concorrência com outras nove siderúrgicas", disse, sem revelar o valor pago pela Transpetro.

Segundo Brumer, a concorrência chinesa no fornecimento a clientes brasileiros da chapa grossa não preocupa. "Não vejo a China como um exportador de chapas grossas, a não ser pontualmente. Eu estou realmente preocupado é com a importação de bens manufaturados chineses, que afeta diretamente o nível de atividade no país", disse.

Na divulgação de resultados, Brumer sinalizou que o projeto de uma nova siderúrgica em Santana do Paraíso poderá não ser retomado. "Há fatores positivos, como o fornecimento de gás natural. Mas há outros que merecem ser considerados, como o grande aumento do preço de matérias-primas (minério de ferro e carvão)", afirmou. O presidente anterior, Marco Antonio Castello Branco, preparava o relançamento do projeto de R$ 5 bilhões no segundo semestre deste ano. Brumer informou que irá à apreciação do conselho em agosto.

O executivo também indicou que a Usiminas poderá vender sua participação de 14% no capital da Ternium, empresa que mantém em sociedade com a argentina Techint. "Vamos tomar esta decisão nos próximos doze meses". De acordo Brumer, em valores de mercado de hoje da Ternium, a fatia da Usiminas ultrapassaria US$ 1 bilhão. Se o negócio for concretizado, esses recursos serão alocados no plano de investimentos da Usiminas, que deverá envolver R$ 3,2 bilhões neste ano e um valor semelhante em 2011, sem considerar a possível construção da usina de Santana do Paraíso.

Siderurgia: Usiminas tem ganho, mas frustra expectativa do mercado

VALOR ECONÔMICO - A Usiminas conseguiu no primeiro trimestre deste ano um lucro líquido de R$ 309 milhões, em um resultado que frustrou expectativas do mercado de capitais depois do expressivo montante obtido no último trimestre do ano passado, quando a empresa teve um resultado de R$ 633 milhões. O ganho apurado no primeiro trimestre é o resultado mais baixo em igual período obtido pela empresa desde 2005, com exceção do registrado no ano passado, quando houve um prejuízo de R$ 123 milhões, como consequência direta da crise econômica global.

O novo presidente da empresa, Wilson Brumer, justificou o resultado por fatores sazonais, como o mês curto de fevereiro, o feriado de Carnaval e as férias coletivas de alguns clientes. O movimento da Usiminas nos dois trimestres seguiu o mesmo padrão do observado em outras grandes empresas de siderurgia. Na CSN, o lucro líquido entre o último trimestre de 2009 e o primeiro de 2010 caiu de R$ 745 milhões para R$ 482 milhões. Na Gerdau, passou de R$ 643 milhões para R$ 573 milhões.

Mas, diferentemente das demais, a Usiminas reduziu o volume físico de vendas, que caíram de 1,703 milhão de toneladas para 1,615 milhão, enquanto no caso da Gerdau e da CSN houve ligeiro aumento. Para Brumer, o dado não é significativo. "O volume ficou praticamente estável."

Problemas de esgotamento de capacidade também estão afetando as vendas da empresa. A maior parte da produção da Usiminas, ou 35%, é destinada ao segmento automotivo, consumidor de revestidos de aço. Antes de uma nova linha desse produto entrar em operação, no próximo ano, a Usiminas terá de recorrer a importações de um de seus acionistas, a Nippon Steel, para atender às montadoras. Neste ano devem ser importadas 100 mil toneladas produzidas pela Nippon.

A receita líquida da empresa cresceu 2% do penúltimo trimestre para o último, passando de R$ 2,984 bilhões para R$ 3,043 bilhões, em função do reajuste no preço da linha de produtos entre 11% e 15%, justificado pelo aumento do custo da matéria-prima, segundo o vice-presidente de negócios, Sérgio Leite. Em 12 meses, o aumento da receita foi de 14%. A diretoria da Usiminas refutou as comparações com concorrentes: "Não é muito adequado análises comparativas entre empresas que atuam em mercados diferentes. Tivemos uma grande retração em relação aos consumidores de chapas grossas, ao contrário da CSN, que atua no segmento de folhas metálicas. Esperamos uma reação no segundo trimestre", disse Leite.

No balanço divulgado ontem, a Usiminas mostrou uma margem de 23,5% sobre o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (lajida), que foi de R$ 717 milhões. São números superiores ao do último trimestre do ano passado, quando houve uma margem de 22,2% e bastante acima dos registrados há um ano, quando o lajida ficou em menos da metade do divulgado ontem.

Para a analista Luciana Leocadio, da Ativa Corretora, o balanço da siderúrgica foi negativo, pois os números ficaram abaixo das projeções de mercado em todas as linhas, prejudicados pela queda do volume vendido de aço, em comparação a um aumento apresentado pela CSN. "Por outro lado, a Usiminas apresentou recuperação de margem lajida, graças a maiores preços médios praticados na venda de aço neste início de ano", destacou em relatório.

A analista espera que a Usiminas retome o crescimento de volume vendido, devido à "forte demanda do mercado doméstico, graças ao crescimento pujante da economia brasileira, associado a um cenário de elevação de preços no curto prazo". Assim, acredita que o cenário é favorável para a empresa em 2010.


 

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