Destaque nos Associados

 

Lavadora será carro-chefe da Esmaltec em 2010

Em dezembro último, a Esmaltec ampliou em 300 pessoas seu quadro de colaboradores e prevê bom resultado em 2010
DIÁRIO DO NORDESTE - Líder em venda de fogões no mercado brasileiro, a Esmaltec planeja ampliar em 10% a comercialização de produtos de linha branca este ano, tendo como carro-chefe a lavadora automática. O produto, lançado em 2009, vem preencher um nicho de mercado no qual a empresa ainda não atuava e com demanda reprimida ainda muito forte em todo o País.
A meta é dobrar a produção de lavadoras em 2010, tendo como foco os consumidores da classe C, assim como dos demais itens da Esmaltec, como fogões, refrigeradores, freezers e bebedouros.
"A lavadora automática é um produto essencial aos lares brasileiros atualmente. É ela quem mais libera a mulher para que ela possa ter mais tempo para o trabalho, os filhos e até o lazer", afirma a superintendente da Esmaltec, Annette Castro.
Mercado potencial
A executiva acrescenta que o eletrodoméstico está presente em apenas 40% dos lares brasileiros. Ou seja, há um mercado potencial de 60% das residências. De acordo com Annette, a lavadora automática foi um dos eletrodomésticos da linha branca mais beneficiados pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), tendo sua alíquota reduzida de 20% para 10%, como medida anticíclica por conta da crise internacional. Desta forma, as vendas deste item tiveram um salto de 15% no País, no ano passado.
"Estamos negociando, no âmbito da Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), uma carga tributária mais justa para este produto, pela sua essencialidade", revela Annette. Ela acrescenta que a lavadora automática Esmaltec tem capacidade para 6kg de roupas e funções como duplo molho e centrifugação. "Tudo para facilitar a vida dos consumidores".

Empresa do Grupo Edson Queiroz, a Esmaltec fica sediada em Maracanaú. Sua capacidade instalada de produção é superior a 300 mil produtos/ano. Possui 2.600 funcionários e está entre os maiores contribuintes de ICMS na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). "Estimamos que 2010 vai ser um ano muito bom. Em dezembro, ampliamos o nosso quadro de funcionários em 300 pessoas, por conta do incremento na demanda. Em janeiro último, já ampliamos a produção de freezers", conta.
Na sua linha de fogões e geladeiras, a Esmaltec também deve apresentar crescimento de vendas em torno de 10%. Annette explica que a saturação de mercado, no caso destes produtos, é da ordem de 90%. "A gente ainda não sabe qual vai ser o efeito do retorno do IPI", diz. A superintendente da Esmaltec comenta, ainda, que a taxa cambial jogou contra os negócios da empresa em 2009, provocando uma redução de 50% nas exportações de fogões para a África e a América do Norte. Apesar do problema, a empresa cresceu 10%, em relação a 2008, sobretudo no segundo semestre, por conta da redução do IPI. "A gente teve um ano muito bom, no geral. O imposto reduzido impulsionou as vendas de refrigeradores e lavadoras", reforça.
Vendas da indústria cearense crescem 22%
Bons resultados foram influenciados pelas exportações no período
O ESTADO - Após um ano marcado pelos efeitos da crise econômica mundial, a indústria manufatureira cearense volta a registrar bons resultados, apresentando um crescimento de 22,83% nas vendas totais no mês de janeiro de 2010 em comparação ao mesmo mês do ano passado. “Com o aquecimento do mercado interno e o aumento das exportações, as vendas vinham recuperando-se paulatinamente. Assim, o crescimento da indústria cearense já era esperado, mas os altos valores obtidos superaram as nossas expectativas”, afirma o coordenador de economia e estatística do Instituto de Desenvolvimento Industrial (INDI) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Pedro Jorge Viana.
As principais expansões nas vendas foram apresentadas pelos setores Químico, Têxtil, Calçados e Metalúrgico. Os demais setores, com exceção de Vestuário, que decresceu 12,96%, apresentaram números positivos. De acordo com Pedro Jorge Viana, não há motivo aparente para a redução registrada no setor de Vestuário, no entanto, ela pode ser atribuída ao desempenho nas exportações.
O bom resultado nas vendas, de um modo geral, foi influenciado pela expansão do mercado externo, uma vez que as exportações de produtos industrializados cresceram 27,71%, totalizando US$ 69.63 milhões. A ampliação do faturamento é creditada ao aumento da demanda externa, uma vez que, na comparação entre as cotações médias do dólar no período janeiro-2010/janeiro-2009, a valorização do real, frente ao dólar, atingiu 22,87%, tornando a taxa de câmbio menos atrativa aos exportadores. “Atualmente, os principais mercados que compram os produtos da indústria cearense são Estados Unidos, Europa e Argentina”, diz Viana.
MAIS EMPREGOS
O número de pessoas empregadas na indústria local em janeiro deste ano também cresceu em relação ao mesmo mês de 2009. De acordo com a Fiec, o Pessoal Empregado na indústria de transformação cearense apresentou expansão de 13,88%. O resultado foi influenciado principalmente pelas contratações dos setores de Calçados ( 35,68%), Químico ( 17,49%) e Produtos Alimentares ( 8,66%). Para a instituição, as contratações do setor calçadista vivem um bom momento devido ao aumento da demanda interna e à sobretaxa aplicada sobre a importação de calçados chineses, desde setembro, após investigação sobre a prática de dumping por parte dos produtores da China. Por outro lado, na comparação entre janeiro de 2010 e dezembro de 2009, o número de empregos caiu 1,01%. A redução já era esperada e faz parte do ciclo sazonal de atividade da indústria de transformação do Estado.
As Horas Trabalhadas também registraram crescimento de 17,97% na comparação dos números do mês analisado com janeiro de 2009. Os principais setores responsáveis por esse crescimento foram: Calçados, Têxtil e Produtos Alimentares. Em relação a dezembro do ano passado, houve expansão de 2,15%. Em termos setoriais, quatro dos sete setores analisados pela Fiec apresentaram resultados positivos: Têxtil, Metalúrgico, Vestuário e Minerais Não Metálicos.
REMUNERAÇÃO
A Remuneração Paga aos Trabalhadores apresentou crescimento de 16,17% na comparação entre janeiro deste ano e janeiro de 2009, com crescimento em seis dos sete setores. Por outro lado, quando a comparação é feita com o mês de dezembro de 2009, há redução de 21,53%. Conforme a Fiec, o resultado não preocupa, uma vez que foi influenciado pelo pagamento de parte do 13º salário em dezembro.
CAPACIDADE
A indústria de transformação cearense operava, em janeiro deste ano, com índice de Utilização da Capacidade Instalada inferior ao de dezembro de 2009, uma vez que a indústria atinge o ápice de sua produção no quarto trimestre do ano. Assim, a indústria cearense utilizava, em janeiro, 82,98% da sua capacidade, contra 85,28% no mês imediatamente anterior e 81,23% em janeiro de 2009.
Em Pernambuco: Setor químico puxa indústria estadual
Pernambuco teve um dos melhores desempenhos entre os Estados pesquisados. Indústria local registrou expansão de 5,4% em janeiro ante dezembro
JORNAL DO COMMÉRCIO (PE) - A produção industrial pernambucana cresceu 5,4% em janeiro deste ano, na comparação com dezembro de 2009. Juntamente com o Ceará, o Estado ficou em segundo lugar no ranking das maiores altas no período, atrás apenas do Espírito Santo (5,6%). Nacionalmente, das 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 13 apresentaram incremento - a indústria do Amazonas se manteve estável na virada de ano. Os principais segmentos responsáveis pelo desempenho positivo em Pernambuco foram o de fabricação de produtos químicos (aumento de 18,8%), especialmente a produção de tintas e vernizes, e metalurgia básica (11,4%). Em relação a janeiro de 2009, o aumento foi de 1,25%.
O presidente do Sindicato das Indústria de Produtos Químicos de Pernambuco (Siquimpe), Carlos Abdenor Nunes, explicou que o movimento positivo do setor em janeiro se deve a reposição de tintas nos estoques dos armazéns e lojas de material de construção. “O final do ano é a melhor época para as vendas. janeiro é o momento de recompor”, acrescentou, afirmando ainda que o mercado imobiliário, em expansão no Grande Recife, também contribui para o aumento na produção.
O diretor do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Estado de Pernambuco (Simmepe), Girley Brasileiro, comentou que a alta no segmento no mês pesquisado pelo IBGE ocorreu em função de um crescimento na produção de vergalhões da Gerdau Açonorte, para atender a demanda da construção civil local e do resto do País.
Em movimento contrário, os segmentos de fabricação de Alimentos e Bebidas e Refino de Petróleo e Produção de Álcool registraram quedas no primeiro mês de 2010, de 9,4% e 38,3%, respectivamente. O motivo apontado pelo IBGE foi uma redução na produção de açúcar e etanol. No Brasil, a produção industrial subiu 1,1% na comparação mensal e 16% na anual.

 

 

Av. Barão de Studart, 1980 – 3º andar – sala 309 – Edifício Casa da Indústria – FIEC - Fone/Fax: (85) 3224-6020/3224-6557
 
Sindicato Filiado ao Sistema FIEC